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Dias de campo Devon terão comercialização de animais

março 5th, 2010

A Associação Brasileira de Criadores de Devon (ABCD) inovará o formato dos dias de campo em 2010. A novidade será a comercialização de animais durante as visitas. O plano é realizar pelo menos seis edições ao longo do ano em diferentes pontos do Rio Grande do Sul.

Para Kátia Ribeiro, diretora técnica da ABCD, as perspectivas são boas e as vendas devem ser melhores do que as registradas em 2009, ano em que a crise financeira mundial refletiu nos negócios. Os dias de campo com comercialização facilitarão os negócios, aproximando o criador do comprador, diz.

Entre as cabanhas participantes do projeto estão a Camboatã (Esmeralda-RS), Palmeira (Camaquã-RS), Cortiçeiras (Cristal-RS), Estância da Pedreira (Dom Pedrito-RS), Cabanha São Valentin (Nova Prata-RS) e Fazenda Aparecida (Caxias do Sul-RS).

Fonte: Moglia Comunicação Empresarial – 51 30293249

Café: Cuidados dos produtores garantem qualidade da bebida

março 5th, 2010

A classificação por espécie e tipo, a separação dos grãos de café e as condições de solo e clima estão entre os fatores que influenciam na qualidade da bebida. Os cafeicultores brasileiros trabalham com base na Instrução Normativa Nº 8/2003, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que define as características de identidade e qualidade para a classificação do grão cru do café beneficiado.

Fatores ambientais também afetam a acidez, o corpo, a doçura e o aroma da bebida. Na produção cafeeira, os cuidados começam com a escolha do local de plantio (altitude, tipo, declividade do solo e vertente de insolação), o espaçamento entre as plantas, os cuidados com adubação e o controle de doenças e pragas. O café arábica exige altitudes acima de 700 metros. Já o conilon pode ser cultivado em regiões de baixa altitude (inferior a 400 metros), mas com temperatura alta.

Na colheita, os frutos devem estar em ponto máximo de maturação e não ter contato com a terra, para impedir contaminação por micro-organismos. Na pré-limpeza, retiram-se as impurezas, como folhas, torrões e cavacos. Os grãos são lavados e os frutos separados por fases de maturação, como os chumbinhos, grãos verdes, frutos cerejas e secos (passa). Os frutos maduros (cerejas) resultam em bebidas de melhor qualidade.

Depois de lavado, o café fica exposto ao sol ou secadores mecânicos. Em seguida, passa pelo beneficiamento, para a retirada da casca, e pelo rebeneficiamento, são excluídos os grãos verdes, pretos, ardidos (PVA), defeituosos e brocados.

Torra e o grau de moagem são fundamentais na definição do tipo da bebida, pois interferem na qualidade final do produto. No ponto ideal, tem a cor de chocolate. Já a moagem determina a forma de preparo do café. Por exemplo, moagem fina é usada para o coador e moagem grossa para cafeteiras italianas. (Inez de Podestà)

Café – EBAL é a 1ª rede varejista a adotar critério de qualidade

março 5th, 2010

A EBAL Empresa Baiana de Alimentos é a primeira rede varejista do Brasil a passar a exigir qualidade mínima recomendável do café torrado ou moído que adquire para distribuição e comercialização em suas 293 lojas. A empresa passa a adotar as especificações técnicas estabelecidas pela ABIC Associação Brasileira da Indústria de Café no PQC – Programa de Qualidade do Café e no NMQ Nível Mínimo de Qualidade, passando a exigir dos atuais e futuros fornecedores que produzam e entreguem cafés com melhor qualidade.

O convênio entre a EBAL e a ABIC será assinado segunda-feira (8), às 9h, durante a solenidade de abertura do 11º Agrocafé Simpósio Nacional do Agronegócio Café, evento que será realizado até quarta-feira no centro de convenções do Hotel Pestana, em Salvador.

Com a iniciativa, os consumidores baianos poderão adquirir e degustar cafés mais saborosos, mais aromáticos e com a qualidade monitorada permanentemente. A EBAL vende, por mês, 50 mil quilos de café moído em embalagem almofada e 27 mil quilos de café moído em embalagem a vácuo, cujos lotes são adquiridos em licitações públicas.

Divulgação/Fonte:

ABIC Associação Brasileira da Indústria de Café (www.abic.com.br)
Tempo de Comunicação (11) 3868 4037

EBAL – Empresa Baiana de Alimentos S.A. – (71) 3116 2634

Pesquisa pioneira no ES revelará nível de percepção ambiental

março 5th, 2010

Uma pesquisa inédita no Espírito Santo revelará o que o segmento dos produtores rurais pensa sobre o meio ambiente e as questões ambientais que consideram prioritárias. Realizado pela Federação de Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) em parceria com o Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental (NEPA), o levantamento visa, entre outros, identificar e quantificar as questões que mais geram dúvidas entre os produtores para, a partir daí, promover ações de informação e conscientização para o segmento. A Faes levará os resultados da pesquisa à Confederação Nacional da Agricultura (CNA) para que outros estados também adotem a idéia.

Faes (27) 3185-9202

Fonte: Ia! Comunicação Lisandra (27) 3314-5909

PR: Escoamento da safra causa fila quilométrica

março 5th, 2010

Sede da cooperativa Cocamar, em Maringá, vem recebendo cerca de 250 caminhões de soja por dia. Caminhoneiros ficam mais de 15 horas na fila

Desde o início desta semana, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial está recebendo, em média, 250 caminhões de soja por dia em sua sede, em Maringá. Diariamente são descarregadas cerca de 7,5 mil toneladas de soja na unidade. Somadas todas as regionais, o volume chega a 30 mil toneladas por dia, com cerca de mil caminhões descarregando grãos.

A operação vem causando filas nas vias de acesso à Cocamar, nas proximidades da Praça Geoffrey W. Diment, acesso da PR-317 às avenidas Brasil, Luiz Teixeira Mendes e a Estrada Osvaldo de Moraes Correia, no Maringá Velho. Ontem, a fila no local chegava dois quilômetros.

O caminhoneiro José Inácio Biridá, de Nova Esperança, transporta soja e milho para a cooperativa há sete anos e afirma que nunca havia visto um fluxo tão intenso de descarga na unidade principal. Nas unidades da região falta caminhão para a quantidade de soja que precisa ser carregada, comenta Biridá. Ele entrou na fila para descarregar a soja na quarta-feira, às 10 horas, com previsão de concluir o trabalho apenas às 3 horas de ontem. A produtividade foi muita alta e o volume a ser descarregado cresceu demais.

O gerente da área de comercialização de grãos da Cocamar, Antonio Sérgio Bris, afirma que a colheita está concluída em 55% das áreas de atuação da cooperativa, no noroeste do Estado. Essa soja que está sendo descarregada é só da região; não estamos trazendo grãos de fora do Estado neste momento para evitar a formação maior de filas, explica Bris.

A Cocamar pretende complementar a quantidade de soja recebida de seus cooperados com a compra de grãos do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A estimativa inicial da cooperativa era receber cerca de 450 mil toneladas de soja de seus próprios cooperados, com a compra de mais 300 mil toneladas de outras cooperativas. Com o aumento da produtividade registrado nesta safra, a quantidade comprada deverá ser menor. Vamos reduzir em pelo menos 15% o volume de fora, afirma Bris.

A produtividade média da atual safra na região é de 3.000 quilos por hectare (kg/ha), 57% superior ao registrado na temporada 2008/2009. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), estima que os produtores de soja do Estado terminem a safra 2009/2010 até 10 de maio. O volume total esperado para o Paraná é de 13,4 milhões de toneladas recorde para o Estado.

Fonte: O Diário do Norte do Paraná

Paraná tem perto de 800 mil toneladas de trigo encalhadas

março 5th, 2010

Expectativa de colheita recorde no ano passado foi frustrada pelo excesso de chuvas

O governo federal autorizou a liberação de R$ 380 milhões para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) faça estoques de trigo, milho, feijão e café. As compras devem acontecer durante este mês nas modalidades AGF e contratos de opção. O Paraná ainda tem perto de 800 mil toneladas de trigo encalhadas por falta de preço.

A expectativa de colheita recorde de trigo no Paraná, no ano passado foi frustrada pelo excesso de chuvas. Das 3,5 milhões de toneladas que esperava colher, o Estado perdeu um milhão. Com a qualidade comprometida, os produtores não conseguiram o preço que queriam.

O Paraná ainda tem cerca de 800 mil toneladas de trigo estocadas. Por isso, os agricultores estão preocupados se, mesmo com essa alternativa apresentada pelo governo federal, vão conseguir recuperar o crédito a tempo para a safra de inverno.

Foram autorizados R$ 119 milhões para que a Conab atenda produtores de trigo do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Paraná.

A Cooperativa de Rolândia (Corol), no norte do Estado, ainda tem 50 mil toneladas do cereal estocadas, metade da produção que recebeu e que, em períodos de normalidade já estariam fora dos armazéns. Para o presidente da cooperativa, Eliseu de Paula, os recursos anunciados precisam chegar o quanto antes nas mãos do produtor.

O produtor está assustado, está falando que não vai plantar trigo mais, outros já estão deixando ou migrando para aveia, para outras culturas ou até falando em deixar a terra parada, o que não é bom. É preciso plantar trigo, o Brasil é um país importador de trigo, nós temos que recompor nossos estoques, nós temos que incentivar produtor a plantar trigo, a não deixar a terra parada. Mas, ele também não pode pagar por isso. Então é preciso uma ação de governo muito forte nesse momento.

A Conab do Paraná informou que o valor destina ao Estado deve ser confirmado nesta sexta, dia 5.

Produtores de trigo do Paraná aguardam safra da Argentina para cultivo do grão

março 5th, 2010

Produtores de trigo do Paraná estão acompanhando passo a passo o andamento da safra na Argentina. Se ocorrer a quebra que é esperada por lá, pode ser que os agricultores daqui se animem a investir mais no cultivo do grão.

O trigo colhido no ano passado ainda lota os silos da cerealista. São 30 toneladas de grãos. É o dobro do que havia nos estoques nesta mesma época em 2009. A grande dificuldade até dificulta a armazenagem da nova safra de soja, que já está no campo.

Na verdade, o trigo é do produtor. Ele está aguardando para ter uma definição de preços melhores. Como não tem liquidez, ele prefere aguardar mais três ou quatro meses, disse Valmir Adamante, supervisor da cerealista.

Há 12 anos o agricultor Paulo Orso cobre com trigo no inverno a área recém-colhida de soja. Desta vez, ele ainda não comprou sementes nem insumos. Está indeciso se planta ou não. Ele ainda tem metade da safra passada guardada em silos. Quatro mil sacas estão encalhadas.

Se nem os estoques da safra passada estão sendo vendidos, fica mais fácil compreender a insegurança do agricultor para plantar uma nova safra. O único fator que ainda serve de incentivo é a queda na produção de trigo dos nossos maiores concorrentes.

Se a queda na Argentina repercutir na nossa safra num mercado um pouco mais favorável, nós teríamos uma margem para que a gente pudesse trabalhar. Não é nem para se ganhar muito, mas pelo menos para não se perder, disse Orso.

Os vizinhos argentinos devem colher oito milhões de toneladas. É menos da metade do que costumavam produzir há dois anos. Como os hermanos sempre encheram os moinhos brasileiros com trigo mais barato do que o nacional, não é a toa que o produtor brasileiro repita no campo a clássica rivalidade do futebol. É torcida contra mesmo.

A Argentina tem cota de exportação para outros países. Provavelmente, as cinco milhões de toneladas que o Brasil importa da Argentina não terá disponibilidade. Então, o Brasil vai ter de buscar outras fontes. Nós temos toda estrutura, toda capacidade, toda viabilidade de produzir. É só uma questão de decisão política, falou Modesto Daga, agrônomo.

Na região oeste do Paraná, o trigo no balcão está fora de mercado desde o início do ano. Já no mercado de lotes para trigo superior, o preço hoje gira em torno dos quatrocentos e dez reais a tonelada.

Colheita da soja avança pelo RS e deve chegar a 8,4 milhões de toneladas

março 5th, 2010

O ronco das máquinas na lavoura anuncia o início de mais uma colheita. Após o milho, é a vez da soja.

Em Carazinho, no norte gaúcho, as primeiras áreas começaram a ser colhidas esta semana. A expectativa é de aumento de cerca de 9% na produção, para 8,4 milhões de toneladas, segundo a Emater.

Na propriedade de Francisco Schreiner, 53 anos, são 12 horas diárias de trabalho para concluir a colheita. Nos 71 hectares, o capataz Santo Ramos, 43 anos, completa uma jornada que se iniciou ainda em 2009, no plantio. Debaixo de sol forte, Ramos comemora os primeiros resultados da produção deste ano. A média colhida por hectare chegou a 50 sacas superior à média de 45 sacas por hectare produzidas no ano anterior.

Deverá ser melhor do que no ano passado avalia Schreiner, que planeja aumentar a área plantada de soja na próxima safra se obtiver lucro agora.

A colheita começa a ganhar velocidade nas próximas semanas. De acordo com o agrônomo da Emater Cláudio Doro, boa parte dos produtores do norte gaúcho plantaram a soja mais tarde e vão colher com atraso.

Essa mudança no período da colheita preocupa o agrônomo. Para o especialista, a falta de umidade nas lavouras verificada nos últimos dias pode prejudicar a produtividade.

Nos últimos 10 dias, não tivemos volumes de chuva suficientes na região. Se continuar assim, poderemos ter problemas avalia.

Além disso, a soja está valendo menos do que no ano passado. Nessa quinta, dia 4, a saca da oleaginosa estava cotada a um preço médio de R$ 35. Em igual período em 2009, custava R$ 46.

Lagarta Preta: A nova inimiga número 1

março 5th, 2010

Lavouras de soja de seis municípios da Região Central são atacadas pela lagarta preta. Mais voraz do que a lagarta comum, ela pode matar o pé em uma semana

Desde o início do ano, os produtores de soja de seis municípios da Região Central Itaara, Ivorá, Júlio de Castilhos, Pinhal Grande, São Martinho e Quevedos estão em volta com uma inquilina para lá de indesejada. Velha conhecida dos agricultores, a lagarta preta, porém, nunca havia aparecido em tão grande número como neste ano. O primeiro ataque ocorreu em meados de janeiro. A larva tem apenas dois centímetros, mas é capaz de causar estragos enormes.

Nessa fase, o pé de soja estava pequeno, e a aplicação de inseticida foi eficiente diz Juliano Dalmolin, engenheiro agrônomo do Grupo de Extensão com Tecnologia para a Agricultura (Gepagre), que presta assistência para a Cotrijuc.

No início de fevereiro, as lagartas voltaram com força. Como a planta já estava com maior porte, a eficácia do inseticida ficou comprometida. A maioria dos produtores faz a pulverização da lavoura com a ajuda de tratores, e a haste empregada para espalhar o defensivo fica até 40 centímetros acima da planta. Com isso, o composto não consegue penetrar em toda ela.

O inseticida é aplicado na parte superior das folhas, e a praga ataca a metade de baixo explica Dalmolin.

As lagartas agem de baixo para cima porque iniciam o ataque assim que o ovos depositados pela borboletas eclodem no chão. Só em Júlio de Castilhos, desde janeiro pelo menos 20 agricultores buscaram orientação no escritório municipal da Emater.

O agricultor está apreensivo devido à grande incidência da lagarta. Em apenas um metro quadrado de lavoura foram encontrados cerca de 40 indivíduos. É uma quantidade suficiente para comer os pés de soja nessa área em uma semana afirma Jader Oliveira, responsável técnico da Emater de Júlio de Castilhos.

A preocupação com a lagarta preta superou, de longe, o antigo temor da ferrugem asiática. Esse ano, a ferrugem apareceu houve 10 focos na região , mas graças à aplicação antecipada de fungicida, assim que a chuva começou a tornar-se constante, não haverá perda na lavouras. Quanto à nova inquilina, não há tanta certeza.

Os inseticidas tradicionais não fazem efeito, e a lagarta tornou-se uma praga muito mais prejudicial do que a ferrugem asiática. Virou a inimiga número 1 dos produtores diz Oliveira.

Maringá/PR tem a vez na colheita de soja pelo projeto Lavouras do Brasil

março 5th, 2010

A colheita de soja das duas primeiras unidades demonstrativas do projeto Lavouras do Brasil mostra que não é preciso mágica para garantir boas produtividades. Os grupos que conduziram as áreas demonstrativas apostaram nas recomendações já disponíveis e no monitoramento diário das parcelas e superaram a produtividade nas regiões onde estão inseridas.

Segundo o consultor do Lavouras do Brasil, Áureo Lantmann, metade do projeto já está colhida com sucesso.

O êxito se deve ao emprego de um conjunto de tecnologias compatíveis com a variedade escolhida, e o atendimento às necessidades do solo e de clima garante.

Nesta sexta, dia 5, é a vez da colheita em Maringá, no Paraná. A região enfrentou muita chuva no decorrer do ciclo, mas agora tudo aponta para uma boa produtividade. O evento, que terá transmissão ao vivo pelo Canal Rural, direto da Fazenda Ouro Branco, a partir das 15h, vai contar com a presença do Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

A primeira colheita, realizada em Rio Verde, Goiás, resultou em um rendimento de mais de 63 sacas por hectare, contra a média de produtividade na região inferior a 55 sacas por hectare. Em Campo Verde, Mato Grosso, a área do projeto rendeu 61,5 sacas por hectare. A média no município não chega a 50 quilos. Nas duas unidades foi registrada a redução dos custos de produção em pelo menos 15%.

Com a interferência de São Pedro

As duas unidades demonstrativas já colhidas passaram por momentos de tensão na definição da entrada das máquinas. Na área goiana, a colheita estava marcada para 19 de fevereiro, mas a chuva chegou e deixou a palha da soja molhada, impedindo a colheita – que só foi possível três dias depois. Em Mato Grosso, foi o contrário. A expectativa era de colher no dia 26 de fevereiro, mas a previsão de chuvas persistentes na região a partir do dia 25, fez com que os coordenadores antecipassem a atividade para o dia 24.

A unidade demonstrativa do projeto no Rio Grande do Sul, em Passo Fundo, será a última a ser colhida, com previsão da atividade para o dia 9 de abril.

Projeto Lavouras do Brasil

Primeiro reality do agronegócio brasileiro, o projeto é uma iniciativa do Canal Rural com a coordenação técnica da Embrapa. Foram instaladas câmeras em quatro unidades demonstrativas, nas principais regiões produtoras.

Cada área ficou sob a responsabilidade de um grupo de cinco alunos de faculdades de agronomia, coordenadas por um professor do curso.

Através das câmeras, as atividades podem ser acompanhadas pela internet, 24 horas por dia. Todos os trabalhos de manejo realizados são publicados em blogs na página do Canal Rural.

Mesmo nas áreas já colhidas é possível verificar o manejo utilizado em cada unidade e a evolução das plantações.

Produtividade maior (Vaivém das commodities)

março 5th, 2010

Em dez anos, o Brasil estará produzindo 178 milhões de toneladas de grãos, 37% a mais do que o volume de 2008/9. O crescimento se dará mais pelo avanço da produtividade anual (2,7%), do que pela área (0,5%).

Mais carne

Os dados são do Ministério da Agricultura, que indica também forte evolução na produção de carnes. Em 2020, o país produzirá 31 milhões de toneladas de carnes (de frango, bovina e suína), 38% a mais do que no ano passado.

Avanço da cana

José Garcia Gasques, coordenador da pesquisa, estima que a produção de cana-de-açúcar suba para 893 milhões de toneladas, gerando 47 milhões de toneladas de açúcar e 63 bilhões de litros de álcool.

Cerco ao café

O café sem qualidade começa a ser barrado. A Ebal (Empresa Baiana de Alimentos) exigirá qualidade mínima recomendável do produto torrado e moído que adquire para distribuição e comercialização nas suas 293 lojas.

Padrão Abic

A Ebal assinará convênio com a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) e passará a adotar as especificações técnicas estabelecidas pelo Programa de Qualidade do Café e pelo Nível Mínimo de Qualidade da associação.

Preços firmes

É a projeção do Rabobank para os preços internacionais do açúcar neste ano. Os baixos estoques globais, depois de dois anos de deficit, manterão os preços bem acima da média histórica. O álcool também terá preços firmes devido aos baixos estoques e à maior demanda.

Olho na exportação

Os preços do milho estão depreciados, mas a manutenção de cotações internacionais elevadas pode impulsionar as exportações brasileiras, sustentando o produto no segundo semestre. A soja terá como pano de fundo a supersafra mundial, segundo o Rabobank.

Ano melhor

Este ano se apresenta melhor do que 2009 para a indústria de máquinas agrícolas. As vendas de tratores no primeiro bimestre do ano passado -auge da crise financeira internacional- somaram apenas 6.719 unidades. Neste ano, subiram para 9.905, com alta de 47,4%.

Safra boa

Com previsão de safra recorde, os produtores elevaram também a compra de colheitadeiras. As vendas de janeiro e de fevereiro deste ano somaram 1

Fonte: Folha de São Paulo – SP

Artigo – A chave do clima nas mãos do Brasil

março 5th, 2010

Por Washington Novaes

Por mais que se queira deixar de lado o tema, não se consegue. O agravamento quase diário dos “eventos climáticos extremos” e o impasse na área das negociações internacionais exigem que se volte à questão.

Vive-se um momento crítico, às vésperas de mais uma reunião preparatória (começo de abril, em Bonn, na Alemanha) da próxima assembleia da Convenção do Clima, esta programada para dezembro, no México. Cientistas de 27 países, que durante 15 meses se revezaram em expedições ao Ártico, informam que as previsões pessimistas para degelo até 2100 podem acontecer entre 2013 e 2030. A Organização Meteorológica Mundial avalia que os furacões, até o fim do século, serão menos frequentes, porém mais intensos (O Globo, 23/2). E o Sul-Sudeste e o Centro-Oeste brasileiros continuam às voltas com inundações frequentes, deslizamentos e mortes.

Mesmo com tudo isso, não se consegue avançar nas negociações. As comunicações feitas até o fim de janeiro à convenção pelos países, sobre suas metas (não compromissos) de redução de emissões, deixam claro que não se chegará à redução global mínima para impedir que a temperatura planetária suba mais do que 2 graus, o que terá consequências muito graves. O embaixador chinês na convenção, Yu Qingtai, já deixou claro (Reuters, 25/2) que não será possível superar, este ano, as divergências entre os países industrializados, a China e os demais membros do bloco de emergentes (Índia, Brasil, África do Sul), juntando-se à opinião do secretário-geral da convenção, Yvo de Bôer, que, para complicar ainda mais as coisas, anunciou que em julho renunciará ao cargo e que não vê possibilidade de acordo antes de dois anos.

Quando se olha para os EUA, vê-se que o presidente Obama, para conseguir apoio do Congresso à sua política do clima, contraditoriamente assegura que permitirá mais explorações de petróleo e de gás no fundo do mar. E a Agência de Proteção Ambiental garante que ali só grandes fontes de emissões sofrerão limitações antes de 2013. As fontes menores, só em 2016. Enquanto isso, avançam os prejuízos. As 3 mil maiores empresas do mundo geram custo de US$ 2,2 bilhões anuais com problemas ambientais, diz o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). E o renomado consultor britânico para a área do clima Sir Nicholas Stern revê de novo seus cálculos e diz que enfrentar os problemas na área terá um custo anual de 2% do produto bruto mundial (US$ 1,2 trilhão), e não de 1%, como calculara.

Já a Agência Internacional de Energia (AIE) adverte que, sem acordo, as emissões de carbono tenderão a se elevar em 40% até 2030, porque a demanda por energia crescerá muito com a Índia tentando prover 400 milhões de pessoas que não têm energia – e fará isso recorrendo ao carvão -, enquanto a China urbanizará mais de 100 milhões de pessoas e ainda utilizará muito carvão. Com tudo isso, diz a AIE, a demanda mundial por petróleo continuará a subir (para 100 milhões de barris/dia) e o carvão passará de 42% para 44% do total.

Nessas condições, reacende-se a discussão que vem desde a Cúpula do Desenvolvimento Sustentável, em 2002, em Johannesburgo: como superar o problema, se a Convenção do Clima exige consenso para qualquer decisão e este parece inalcançável, com as divergências entre países industrializados, emergentes, G-77, países insulares e nações mais pobres? Naquele momento, chegou-se a pensar na criação de uma Organização Mundial do Meio Ambiente, mas concluiu-se que ela enfrentaria os mesmos problemas da ONU. Agora, numa reunião em Bali, ministros de meio ambiente de 135 países decidiram (Reuters, 26/2) retomar esse tema e promover novos estudos, tomando como base o formato da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Há quem pense que “só o mercado resolverá”. Mas com que regras, que ninguém consegue explicitar, pois as divergências entre empresas não serão diferentes das que opõem países? Há quem creia num caminho baseado em acordos bilaterais ou multilaterais entre governos, mas o que se fará com as emissões dos que ficarem de fora? E ainda que se consigam acordos, como estendê-los a cada empresa e a cada pessoa? Se o caminho for a criação de uma taxa sobre as emissões de carbono, ela será paga no país da produção ou do consumo (os EUA consomem 35% da produção industrial chinesa e os países ricos detêm 80% do consumo total no mundo)?

Talvez a chave possa estar nas mãos do Brasil. Em 1997, quando se negociou o Protocolo de Kyoto, o Brasil apresentou proposta de que a contribuição de cada país para a redução de emissões deveria tomar por base suas emissões históricas e as emissões atuais. Considerados os dois números, verifica-se a que porcentagem dos gases poluentes acumulados na atmosfera (onde permanecem séculos) essas cifras correspondem. Em seguida calcula-se em quanto essas emissões totais de um país respondem pelo aumento da temperatura planetária. Obtido esse número, ele deve ser transformado na porcentagem das emissões globais que caberá a cada país reduzir. Essa proposta brasileira foi aprovada, em princípio, com a recomendação de ser submetida a estudos mais aprofundados. Mas nada aconteceu desde então.

Mas pode ser o único caminho justo que leve todos os países a um acordo, porque cada um responderá pelo que fez e faz, proporcionalmente ao todo. E se poderá escapar ao poço sem fundo da discussão entre países industrializados e os demais, em que um lado argumenta com a responsabilidade de quem emitiu mais ao longo do tempo (industrializados) ou emite mais hoje (emergentes, principalmente). Mas, para avançar por esse caminho, o Brasil precisará superar a limitação que tem no âmbito da política externa, de manter em qualquer circunstância uma posição conjunta com o G-77 ou os outros emergentes.

Mas é uma oportunidade histórica e decisiva. Não se deve nem se pode perdê-la.

Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br

Fonte: Estado de São Paulo – SP

Soja cai para menor nível em três semanas

março 5th, 2010

Os preços futuros da soja sofreram forte queda ontem. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato mais negociado, com vencimento em maio, encerrou o pregão com perda de 2,23%, cotado a US$ 9,42 por bushel – menor valor de fechamento desde 9 de fevereiro. As cotações foram pressionadas pela alta do dólar, combinada com a colheita de uma safra recorde na América do Sul e a queda das exportações americanas. Vendas de especuladores baseadas em análises gráficas também pesaram sobre os futuros da commodity.

Fonte: Estado de São Paulo – SP

Quatro Marcos apresenta novo plano de recuperação

março 5th, 2010

Tatiana Freitas

Mais uma vez terminou sem acordo, ontem, a assembleia geral de credores do frigorífico Quatro Marcos. Uma nova reunião foi agendada para o dia 24 de março, em São Paulo, para tentativa de votação do plano de recuperação judicial da empresa. A suspensão foi proposta pelos bancos e aprovada por 82% dos presentes, que alegaram falta de tempo hábil para avaliação de um novo plano de recuperação apresentado apenas hoje pela empresa, sem aviso prévio. Essa foi a sexta tentativa de acordo entre a empresa e os credores.

Segundo o advogado do Quatro Marcos, Charles Gruenberg, o frigorífico foi “obrigado” a elaborar um novo plano de recuperação, às pressas, porque não conseguiu acordo com os bancos. “Estivemos muito próximos de um acordo com os credores de pré-pagamento de exportação até a noite de ontem. Como isso não foi possível, tivemos de apresentar um plano novo”, disse. De acordo com ele, a empresa e as instituições financeiras discordaram no estabelecimento de valores e liberação de garantias.

A nova proposta prevê pagamento à vista aos credores com garantia real, que têm um crédito de aproximadamente R$ 7 milhões. Para pagamento aos credores quirografários, o plano prevê leilão da unidade de Vila Rica e de metade da planta de Cuiabá. Com os recursos obtidos, a empresa efetuaria o pagamento aos produtores. Os credores de pré-pagamento de exportação, que têm aproximadamente US$ 125 milhões a receber do Quatro Marcos, pertencem a essas duas categorias de credores.

Também houve mudança na proposta aos pecuaristas. O frigorífico quer pagar os produtores em até 12 vezes, em parcelas corrigidas pela taxa Selic, a partir de 30 dias da aprovação do plano pela assembleia geral dos credores. A proposta anterior era de correção da Selic a partir de novembro do ano passado. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), por sua vez, defende que a correção pela Selic comece a valer a partir da homologação do pedido de recuperação judicial, em 6 de janeiro do ano passado.

Hoje, os produtores apoiaram a proposta dos bancos de suspensão da assembleia. “A impressão é de que, se o plano fosse colocado em votação hoje, seria recusado”, afirmou o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, presente à reunião. “A cada dia que passa, eles (frigoríficos) ficam mais vulneráveis a ações judiciais. O Quatro Marcos deu tantas demonstrações de desrespeito e falta de compromisso que não merece mais continuar operando”, acrescentou.

O Quatro Marcos foi o primeiro dos grandes frigoríficos brasileiros a apresentar pedido de recuperação judicial, em janeiro de 2009, e até agora é o único que ainda não teve o plano de recuperação aprovado. A assembleia de hoje era a sexta tentativa de acordo entre a indústria e os credores.

A dívida da empresa soma aproximadamente R$ 428 milhões. Os bancos respondem por mais de 90% do endividamento. Já os pecuaristas têm um crédito de R$ 35,7 milhões para receber do montante total.

Fonte: Estado de São Paulo – SP

Aumento da produção agropecuária precisa ocorrer sem desmatamento

março 5th, 2010

O Brasil pode aumentar a produção agropecuária, inclusive de carne, sem aumentar os impactos ambientais como o desmatamento, diz o pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) Paulo Barreto. Nesta quinta-feira (4), o Ministério da Agricultura divulgou a projeção de que o país será responsável por quase metade do mercado mundial de carnes.

Será necessário aproveitar melhor as terras já desmatadas, ou seja, aumentar a produção nestas áreas, além de melhoria da genética do gado, de melhor manejo dos solos e do pasto, afirmou Barreto.

Para ele, o governo precisa manter o combater o desmatamento ilegal, especialmente aquele que ocorre em terras públicas, onde as pessoas ocupam gratuitamente. “Se a ocupação destas terras continuar barata ou gratuita, fica mais barato desmatá-las do que investir no aumento da produtividade das áreas já desmatadas.

Mauro Pires, diretor do Departamento de Política para o Combate ao Desmatamento, do Ministério do Meio Ambiente, acredita que o Brasil tem território suficiente para combinar proteção ambiental e produção agrícola. Na medida em que o Brasil avança em produtividade, com tecnologia, aproveitando melhor as áreas já abertas, nós ganhamos, porque evitamos o desmatamento.

Segundo Pires, essa expansão na área de carnes significa um crescimento do agronégócio brasileiro. Essa ampliação demonstra a competitividade do Brasil no mercado de exportação. Entretanto, essa produção deve ocorrer em áreas abertas de forma a não atingir localidades de proteção ambiental.

Pires acredita que, pelo fato do Ministério da Agricultura estar comprometido com as metas de redução de gases de efeito estufa, esse crescimento do agronegócio deve ocorrer de forma a não prejudicar o meio ambiente.

Agronegócio quer incrementar a exportação do Paraná

março 5th, 2010

O Paraná já se destaca na exportação de commodities, como soja e milho, mas o agronegócio no Estado ainda tem muito potencial a ser explorado. O 1º AgroEx – Seminário do Agronegócio para Exportação, que acontece hoje, a partir das 8h30, no Parque de Exposições Ney Braga, tem o objetivo de disseminar informações que estimulem a participação do agronegócio brasileiro no mercado internacional, incentivando principalmente o pequeno produtor.

A abertura, às 9h30, será feita pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes. A promoção é da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, com apoio do Sindicato Rural Patronal de Londrina e demais entidades. São esperadas entre 500 e 600 participantes, entre produtores e representantes de cooperativas, indústria, comércio e universidades.

“”Muita gente sabe produzir, mas na hora de vender é difícil. Queremos mostrar que a exportação é mais uma ferramenta que o pequeno e o médio produtor podem explorar”", afirma Narciso Pissinati, presidente do Sindicato Rural Patronal. Na região de Londrina, segundo ele, existem algumas iniciativas de exportação envolvendo piscicultura, pallet e essência de eucalipto, frutas, café e mel. “”Mas ainda há muito o que explorar”".

O sindicalista informa que já foi aberto um canal de negociação com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa para a realização de cursos voltados à exportação do agronegócio em Londrina. Além disso, ele afirma que o órgão do governo federal pode viabilizar recursos para viagens técnicas de produtores interessados no mercado internacional. “”Esse é um meio de o produtor conhecer melhor o mercado que quer atingir. Muitos podem desconhecer, mas existem recursos para isso”", destaca Pissinati.

Durante o seminário serão mostrados os procedimentos para realização das exportações e as exigências dos principais países importadores. “”Além de alavancar a comercialização, a exportaão estimula a adoção de novas tecnologias e resulta em mais qualidade da produção e melhor gestão”", observa.

Na programação estão debates entre os participantes e palestras ministradas por técnicos da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (Acenpp), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

SERVIÇO

¦ 1º AgroEx – Seminário do Agronegócio para Exportação
Quando: Hoje, a partir das 8h30
Onde: Parque de Exposições Ney Braga (Pavilhão Horácio Sabino Coimbra)
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local, a partir das 8 horas, ou pelo site www.agricultura.gov.br

Feinco reunirá mais de 4 mil animais em São Paulo

março 5th, 2010

São Paulo – O Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP), deve receber mais de 4 mil animais durante a 7ª edição da Feira Internacional de Caprinos e Ovinos (Feinco), que acontece de 9 a 13 de março. A mostra terá mais de cem eventos paralelos e reunirá animais das principais raças de produção. Este ano a feira tem nove leilões programados. Mais de 250 criadores devem participar do evento este ano. A Feinco também faz parte do ranking Cabanha do Ano 2010 da Associação Paulista de Criadores de Ovinos (Aspaco), do ranking da Associação Brasileira dos Criadores de Santa Inês (ABSI) e do ranking da ABCDorper.

Alécia Pontes com Agências

Para fugir da baixa, produtor de algodão deve fixar preços

março 5th, 2010

SÃO PAULO – O processo de recuperação da cotonicultura brasileira atinge o nível de euforia. Segundo Miguel Biegai, analista da Safras & Mercado, o momento do produtor fixar preço chegou no início deste mês, quando os contratos do algodão com vencimento em maio atingiram o pico de 84,60 centavos de dólar de libra-peso em Nova York. Julho fechou a 84 centavos de dólar de libra-peso.

Para Biegai, apesar de hoje a cotação estar em queda (82,83 centavos de dólar de libra-peso), o preço é considerado historicamente bom e não deve se sustentar por muito tempo. “Quem tem algodão para travar com em maio e julho a hora é agora. O cavalo ensinado já está passando, é preciso pegá-lo pelo rabo”, afirma.

Por outro lado, de acordo com João Carlos Jacobsen, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), as tradings e a indústria estão comprando apenas para consumo imediato. “Não está ocorrendo muita liquidez”, afirma.

Para Jacobsen, este é um momento peculiar e passageiro. Já que, de acordo com o analista, os contratos futuros com vencimento em outubro atingiram a cotação máxima de 76,84 centavos de dólar de libra-peso – preço pautado pela concentração da safra mundial que ocorre no mês. “A indústria não vai comprar mais caro para vender mais barato depois. Eles estão reduzindo estoque, pelo menos até o valor voltar ao patamar dos 70 centavos de dólar de libra-peso”, disse o presidente da Abapa.

Esta discrepância, para Biegai, ocorreu devido a uma projeção do departamento de agricultura dos Estados Unidos (USDA) de alta na demanda mundial, puxada principalmente pela China, para o primeiro semestre de 2010.

De acordo com Haroldo Rodrigues da Cunha, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a indústria está pagando em torno de 75 centavos de dólar por libra-peso. “A exportação não reflete os 82 (centavos de dólar de libra-peso). Eles olham para dezembro e vêem o preço a 74 [centavos de dólar de libra-peso]“, afirma.

Cunha disse ainda que cerca de 250 mil toneladas desta safra já foram vendidas no mercado futuro abaixo de 68 centavos de dólar por libra-peso. “Mas ainda tem muito algodão para vender”, emenda o analista.

Levantamento da Abrapa aponta uma produção para esta safra de 1,3 milhão de toneladas do produto, para um consumo interno de 950 mil toneladas e exportação de 400 mil toneladas. “Hoje o produtor tem na mão uma média máxima de 80 mil toneladas de algodão, mas não tem qualidade”, comenta.

Para Cunha a preocupação do setor está focada na safra 2011. Segundo ele, a cotação futura para contratos de julho será de 77,00 centavos de dólar de libra-peso. “Bem menos que em 2010, em função da estimativa de aumento de plantio mundial”, afirma.

O presidente da Abrapa acredita ainda que a safra brasileira 2010/2011 deve entrar o ano com pelo menos 50% vendida a uma média de 75, centavos de dólar por libra-peso. “No Brasil prevemos um aumento de 20% na produção de algodão”, diz.

Para o analista, o País tem potencial para avançar de 30 a 40%, mas isso só seria possível se a cotação atingisse 90 centavos de dólar por libra-peso.

Ainda segundo Biegai, o produtor brasileiro tem condições, conhecimento e infraestrutura para ampliar produção. “O avanço de 20% representa 180 mil hectares, não é muita coisa. Para se ter uma ideia, se crescermos 30%, o País voltará ao montante de área de dois a três anos atrás”, calcula.

Último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma colheita de 3.168.8 milhões de toneladas de algodão em caroço e 1.238.2, em pluma.

Com a crise econômica mundial, deflagrada há dois anos, de acordo com o analista, o Brasil sofreu redução de área. “Desde então estamos em processo de recuperação”, considera.

Ainda de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento, o norte-nordeste (Maranhão e Piauí) foi a região que mais apresentou redução de área, de 6,1%, se comparada a safra anterior. Na Bahia, na região oeste do estado a redução de área foi de 5,8%. No Estado de São Paulo também houve queda e área e no Paraná a cotonicultura está praticamente extinta.

Alécia Pontes

Fertilizantes: Demanda tende a crescer pelo menos 4,5% no Brasil este ano

março 5th, 2010

Após encerrar 2009 com entregas ao consumidor final estáveis em relação ao ano anterior, graças à recuperação observada sobretudo no terceiro trimestre, a indústria brasileira de fertilizantes prepara-se para um crescimento de pelo menos 4,5% da demanda em 2010, conforme diferentes projeções de mercado.

Se confirmadas as perspectivas, as entregas das misturadoras de adubos às revendas deverão alcançar cerca de 23,5 milhões de toneladas, ainda abaixo do recorde histórico de 24,6 milhões de toneladas de 2007 apontado pela Associação Nacional para difusão de Adubos (Anda). Mas há uma “ala” no segmento que acredita que o crescimento em 2010 poderá até ser maior.

Isso porque há sinais claros de melhores resultados do agronegócio nacional este ano. O primeiro deles é o maior volume de grãos que está sendo colhido agora, que deverá garantir um aumento de renda para os agricultores mesmo com a queda de preços em algumas cadeias, como soja e milho. Mas cana e café, por exemplo, têm um horizonte atraente pela frente, e além disso o crédito está menos escasso e os mecanismos oficiais de apoio preveem mais desembolsos, ainda mais em ano de eleições.

Como os estoques praticamente voltaram ao normal após iniciarem 2009 em níveis recordes, é de se esperar, também, que as importações voltem a crescer depois do tombo do ano passado.

Fernando Lopes

MP acata denúncia de concorrência desleal contra a Bom Gosto

março 5th, 2010

O Ministério Público Federal de Pernambuco acatou a denúncia de sindicatos de laticínios de Estados do Nordeste contra a gaúcha Laticínios Bom Gosto. Eles acusam a empresa de “concorrência desleal por prática de preço predatório” nas vendas de leite longa vida no mercado nordestino.

De acordo com o advogado André Tavares de Melo, que representa o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado de Alagoas (Sileal), o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos e Derivados no Estado do Ceará (Sindlaticínios) e a Associação das Indústrias de Laticínios do Norte/Nordeste (Ailane), a procuradora da República Mabel Menge acatou a denúncia no mês passado, antes do Carnaval. O Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado de Pernambuco (Sindileite) também aderiu à ação, segundo o advogado.

Após acatar a denúncia, o Ministério Público Federal de Pernambuco está enviando ofícios às redes de varejo, que comercializam o leite longa vida da Bom Gosto no Nordeste, à própria empresa gaúcha, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)e à Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça. O objetivo do MPF, segundo Tavares de Melo, é levantar informações para dar prosseguimento à investigação.

Se a denúncia for comprovada, o Ministério Público pode pedir à Bom Gosto um termo de ajustamento de conduta (TAC), no qual a empresa se comprometeria a não vender abaixo do custo. O MPF poderia ainda abrir ação civil pública contra a Bom Gosto ou oferecer denúncia contra a empresa na SDE.

Segundo os laticínios nordestinos, a Bom Gosto estaria praticando preços predatórios desde abril de 2009, logo depois de entrar no Nordeste com a compra da fábrica da Parmalat em Garanhuns (PE). Procurada, a Bom Gosto não respondeu ao pedido de entrevista.

Alda do Amaral Rocha

Nova safra terá crédito para integração de área

março 5th, 2010

Agência Estado

BRASÍLIA – O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou ontem que o próximo plano agrícola e pecuário, conhecido como Plano Safra 2010/2011, terá linhas de crédito específicas para a integração da lavoura e da pecuária e para recuperação de áreas degradadas. “Serão linhas de crédito específicas e reforçadas. Além disso, terão taxas de juros diferenciadas”, disse o ministro.

A assessoria de imprensa do Ministério havia informado que Stephanes não participaria da divulgação das Projeções do Agronegócio – Brasil 2009/2010 a 2019/2020, realizada no fim da manhã de ontem na sede do ministério, mas o ministro acabou aparecendo rapidamente no evento para falar com jornalistas.

Stephanes explicou que, por razões econômicas, alguns produtores já vêm desenvolvendo a alternância da pecuária com a lavoura e com a silvicultura, mas o governo quer ampliar o volume de produtores que desenvolvem essa metodologia, que permite a máxima utilização do espaço existente para os vários tipos de atividade. “Isso já vem sendo adotado aqui e ali por alguns produtores”, disse o ministro.

Em relação ao crédito para recuperação de áreas degradadas, Stephanes salientou que, apesar de já haver uma linha disponível para este fim aos produtores, ela vem sendo pouco acessada. “Hoje a demanda é pequena, mas não sabemos se é por causa dos juros ou por dificuldades de acesso. Estamos estudando a situação para apresentar a linha de crédito no próximo Plano Safra”, afirmou o ministro da agricultura.

illycafè faz do Brasil centro de vendas para a América do Sul

março 5th, 2010

Há quase duas décadas importando, processando e incluindo o café brasileiro em seu blend mundial, a italiana illycafè vai abrir uma subsidiária em São Paulo para concentrar a venda e distribuição de seus produtos na América do Sul. A ideia da illycafè Sud America é desenvolver principalmente o mercado nacional e também coordenar todo o mercado sul-americano, o que inclui a administração de novas lojas próprias. Até agora, a atuação da empresa no Brasil se concentrava em uma exportadora, a Porto de Santos, em sociedade com o Escritório Carvalhaes.

“O Brasil já é o maior produtor e maior exportador do mundo e será em breve o maior consumidor em alguns anos. É por esse motivo que estamos abrindo esta subsidiária, que estará em operação até junho deste ano”, afirma Andrea Illy, presidente da illycafè.

Apesar de ser mundialmente conhecida como uma das mais tradicionais indústrias produtoras de cafés de qualidade do mundo, no Brasil a ideia é ir além. A empresa pretende comercializar no mercado doméstico outros produtos que fazem parte do portfólio do grupo. Entram na lista, além do café, o chocolate Domori, os chás Dammann Frères, os doces Agrimontana e os vinhos Mastrojanni.

“Vamos começar com o café num primeiro momento, mas em breve teremos todos os demais produtos, todos centralizados nessa subsidiária”, afirma o executivo.

Para a illycafè, a América do Sul é responsável por uma fatia de 4% do faturamento global da empresa. Com o aumento do consumo de café na região, especialmente no Brasil, a expectativa é de que esse percentual chegue a 6% nos próximos anos. Apesar de ainda não ter o balanço de 2009 fechado, Illy considera que o resultado da empresa no ano passado foi de estabilidade em comparação a 2008, quando o faturamento da empresa foi de 280 milhões de euros.

“Tivemos um primeiro semestre em 2009 muito difícil, com queda no consumo mundial e também problemas de estoques em nossos distribuidores, além de uma redução no consumo de café fora de casa. Na segunda metade do ano as coisas começaram a voltar ao normal e juntamente com o lançamento de cinco novos produtos conseguimos manter nossa posição”, afirma Illy. Para 2010, a expectativa é de crescimento, segundo o executivo, que não fez uma estimativa. “O ano passado foi o mais difícil para a empresa nos últimos 40 anos”.

Mas não é apenas a relação com o consumidor final que vai começar a mudar. O já famoso relacionamento que a empresa mantém com os produtores de café do mundo todo vai começar a sofrer alterações a partir do final deste ano, com maior ênfase em 2011. Em parceria com a universidade de Oxford, a empresa está desenvolvendo uma metodologia para mensurar a sustentabilidade da produção de café nas fazendas, independentemente da localidade.

A metodologia será concluída na segunda metade do ano e apresentada na Organização Internacional do Café (OIC), permitindo que qualquer país e qualquer indústria possa utilizar. “Vamos aplicar esse método gradualmente junto a nossos fornecedores e ele será obrigatório para quem quiser continuar fornecendo para nós”, afirma Illy.

Com a estratégia, a empresa pretende colocar em prática algo controverso: o fim da certificação nas fazendas. Andrea Illy defende que a certificação deve ser feita na indústria e não servir de custo adicional para os produtores, sem uma garantia de resultado efetivo. “Os produtores terão que ser transparentes. Junto com as amostras que nos mandam passarão a enviar também documentos que indiquem como aquele café foi produzido e isso será auditado pela illycafè”, diz.

Corrida por escala deve aprofundar a consolidação no setor de fertilizantes

março 5th, 2010

Financial Times – A onda de fusões e aquisições que marcou o início do ano na indústria de fertilizantes deverá continuar, uma vez que as empresas do segmento correm atrás de escala para concorrer com a ampliação dos investimentos de grandes mineradoras como a brasileira Vale e a australiana BHP Billiton na produção de matérias-primas para adubos.

As fusões ocorrem em um momento em que a demanda e os preços das matérias-primas para fertilizantes se recuperam de 2009, o pior ano já vivido pelo segmento. “A indústria está em ritmo de recuperação depois da drástica queda do ano passado”, diz Oleg Petrov, chefe de vendas da Belarusian Potash Company, grande exportadora de nutrientes. “A demanda está voltando”.

Durante a crise provocada pela disparada dos preços mundiais dos alimentos, na safra 2007/08, o valor das matérias-primas para adubos, como ureia e potassa (carbonato de potássio), decuplicou, para mais de US$ 1 mil por tonelada. Os problemas financeiros do ano passado, no entanto baixaram os preços para US$ 300 e o número de acordos de fusão diminuiu.

Com a recuperação da demanda e os preços voltando ao patamar de US$ 400 a US$ 450 por tonelada, diminuiu a dificuldade de financiar fusões e aquisições, e o segmento viu nos dois primeiros meses do ano uma série de negócios, que somaram quase US$ 10,5 bilhões, segundo dados da Dealogic. Executivos do ramo acreditam que é só o início.

Uma das transações em andamento é a batalha entre a norueguesa Yara, maior produtora de fertilizantes de capital aberto do mundo, e a americana CF Industries pelo controle da Terra, uma fabricante de fertilizantes derivados do nitrogênio dos EUA. As ofertas pela Terra são de US$ 4,1 bilhões e US$ 4,7 bilhões, respectivamente.

A brasileira Vale, por sua vez, gastou US$ 5 bilhões para comprar as operações de minerais de fertilizantes da americana Bunge no Brasil e, neste ano, a BHP Billiton anunciou a compra da canadense Athabasca Potash, por US$ 323 milhões. No caso da Vale, o foco foi o fosfato; no da BHP, o potássio. Agora, executivos dizem haver maior probabilidade de fusões entre os fornecedores de fertilizantes de nitrogênio, segmento em que há maior fragmentação.

A primeira candidata é a canadense Agrium, envolvida em uma oferta hostil avaliada em cerca de US$ 5,5 bilhões da mesma CF Industries. Elena Nadtotchi, da agência avaliadora de risco de créditos Moody´s, em Londres, diz que depois de os acordos de fusões terem alcançado a marca de US$ 25 bilhões desde maio de 2008, o movimento deverá prosseguir, inclusive para além dos nitrogenados.

“Esta atividade de fusões materializou-se, de início, entre os participantes do mercado com foco no segmento, relativamente fragmentado, de fertilizantes de nitrogênio”, afirma. “No entanto, a entrada de grandes grupos mineradores (…) poderá ter profundas consequências na dinâmica dos setores de potassa e fosfatos.”

O Fortis Bank avalia que os produtores de fertilizantes “nunca foram realmente colocados à prova pelo tipo de concorrência de corte de custos que a BHP Billiton tentará introduzir”. Em função dos altos custos, as mineradoras terão uma dura tarefa pela frente para desenvolver as próprias operações, sem aquisições. Um novo projeto de potassa pode custar mais de US$ 3 bilhões, enquanto um de fosfato ou nitrogênio custa entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

O tempo de execução, até que os projetos comecem a produzir, pode durar até sete anos. Diante desses grandes obstáculos, muitos supõem que as mineradoras, para ganhar tamanho mais rapidamente, optarão por comprar operações existentes, como produtoras ativas de médio porte ou pequenas empresas com direitos de mineração.

Além das mineradoras, executivos dizem que produtores como a Yara, a canadense Potash Corp., a russa UralKali, a alemã K+S, a israelense ICL e as bielo-russas Mosaci e Belaruskali continuarão promovendo fusões. Alguns executivos dizem que fusões entre os próprios produtores também são uma possibilidade “real”.

A onda de consolidações, no entanto, enfrenta obstáculos, mesmo no segmento de nitrogênio. Na Europa, por exemplo, alguns dos ativos mais atraentes fazem parte de grandes grupos químicos, que são vendedores improváveis. Nos países do Oriente Médio, os governos provavelmente se oporiam a fusões regionais, acrescentam os executivos do segmento. Nesse contexto, as perspectivas são mais favoráveis na América do Norte, com os compradores sendo atraídos pelo baixo preço do gás natural nos Estados Unidos.

Javier Blas

Crise reduz ritmo de crescimento do campo

março 5th, 2010

A crise financeira global e o clima desfavorável no Sul do país em 2009 provocaram uma redução de 12 milhões de toneladas na estimativa oficial de produção do agronegócio nos próximos dez anos. O recuo na demanda e os efeitos da seca devem impedir um crescimento mais acelerado em dez dos 17 produtos analisados em estudo divulgado ontem pelo Ministério da Agricultura.

A freada atingirá a produção de milho, soja, trigo, feijão, açúcar, mandioca e de carnes bovina e suína. “Tivemos que rever nossas projeções porque houve um impacto significativo desses fatores sobre a produção estimada no estudo anterior”, disse o coordenador-geral de Planejamento Estratégico do ministério, José Garcia Gasques.

No complexo carnes, por exemplo, o recuo na demanda internacional derrubou em 22% a previsão de crescimento da produção até 2020. Em dez anos, as indústrias de frango, bovinos e suínos deveriam produzir 37,2 milhões de toneladas de carne, mas chegarão a apenas 30,5 milhões de toneladas, segundo o estudo. O crescimento de 12,6 milhões de toneladas antes previsto, será limitado a 8,4 milhões de toneladas.

No caso dos grãos, deve haver uma redução de 179,8 milhões para 177,5 milhões de de tonelada em dez anos. A produção de milho, soja, trigo, arroz e feijão em 2020 ficaria, segundo as novas previsões, 1,3% abaixo da estimativa anterior.

Ainda assim, indica o novo estudo, haverá elevação substancial na produção nacional de laranja, carne de frango, etanol, algodão, leite, arroz e batata. A projeção aponta, ainda, um forte aumento na produção de papel e celulose. “Deve ser um crescimento baseado em produtividade, expansão de área mínima, de 0,45% ao ano, e uma elevação de 2,7% na produção”, afirmou Gasques. O dinamismo de parte do agronegócio será puxada pelo crescimento da demanda do mercado doméstico. “Embora também tenhamos um aumento previsto para as exportações”.

O estudo da Assessoria de Gestão Estratégica aponta que haverá um dinamismo maior em sete dos 23 produtos agora avaliados. Na liderança do movimento, devem estar soja em grão, carne de frango, açúcar, etanol, algodão, óleo de soja e celulose.

A piora na previsões para 2020 estão ancoradas no desempenho menos dinâmico de alguns segmentos no ano-safra anterior (2008/09). Na carne bovina, por exemplo, houve uma redução de 55,3% na exportação projetada. Esperava-se embarques de 2,63 milhões de toneladas, mas as indústrias venderam apenas 1,69 milhão de toneladas. A previsão de consumo interno também registrou uma queda de 33% no intervalo: de 8,21 milhões para 6,17 milhões de toneladas. “Por esses dados, fica clara a interferência da crise mundial”, afirmou Gasques.

Na projeção do ministério, a safra de grãos (soja, milho, trigo, arroz e feijão) deve crescer 36,7% até 2020, passando de 129,8 milhões para 177,5 milhões de toneladas na safra 2019/20. A produção de carnes bovina, suína e de frango deve manter o padrão, com alta estimada em 37,8% – aumento de 8,4 milhões de toneladas em dez anos. Açúcar, etanol e leite também terão performance dinâmica.

As estimativas para 2020 apontam uma ampliação de 9,6 milhões de hectares nas lavouras do país. A área total deve passar de 60 milhões para 69,7 milhões em 2020. A expansão deve ser concentrada na soja (4,7 milhões de hectares) e cana (4,3 milhões). O milho deve ocupar mais 1 milhão de hectares e as culturas do café, arroz e laranja devem elevar a produtividade, reduzindo a área plantada nos próximos dez anos.

Mauro Zanatta

Moinho Anaconda amplia volumes, mas tem lucro menor em 2009

março 5th, 2010

O reforço na estratégia de vender farinha de trigo “sob medida” aos clientes industriais alavancou os negócios do Moinho Anaconda e fez a empresa ter um crescimento bem acima da média do mercado no ano passado.

Em 2009, o volume de vendas – guardado sob sete chaves pela empresa – aumentou 7,8% em relação a 2008, em um ano em que o crescimento médio de todo mercado girou em torno de 2%. “Estamos avançando nossa participação no mercado de farinha sob medida. Assim, os clientes que compravam de vários fornecedores, estão concentrando suas compras em uma indústria”, explica José Honório de Tófoli, diretor-geral do moinho.

Mas o bom desempenho dos volumes não impediu a queda do faturamento, que veio na esteira do recuo dos preços do trigo no mercado internacional. A receita líquida caiu 5,7% em 2009, para R$ 352,9 milhões. Mas a Anaconda conseguiu um lucro líquido de R$ 44,2 milhões – 12,4% menor que os R$ 50,4 milhões do ano anterior.

“A cotação internacional do trigo caiu, e essa queda chegou à farinha, reduzindo receita e lucro”, explica Tófoli. No início de 2008, os preços do trigo na bolsa de Chicago chegaram a atingir US$ 10 por bushel, mas foram regredindo ao longo do ano até os níveis atuais de US$ 5 o bushel.

A forte oscilação na commodity impactou na geração de caixa, expressa pelo indicador Lajida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e que recuou de R$ 72,86 milhões em 2008 para R$ 53,3 milhões no ano passado. A margem lajida também diminuiu de 19,5% em 2008 para 16,2% no ano passado. “Esse indicador também foi afetado por um resultado financeiro menor. Com os juros menores no país, nossas aplicações financeiras também tiveram rentabilidade mais tímidas”.

Por outro lado, com maior parte dos seus investimentos feitos com capital próprio, a Anaconda tem uma razoável condição de endividamento no curto prazo, segundo o executivo. Ao fim de dezembro de 2009, o ativo circulante da empresa era de R$ 144 milhões, ante um passivo de curto prazo de R$ 14 milhões.

Para 2010, não estão previstas grandes surpresas no mercado de trigo. Depois do crescimento em volume de vendas expressivo em 2009, a Anaconda espera uma expansão de cerca de 3%, muito próxima da média de crescimento de todo o mercado brasileiro.

O plano de investimentos em atualização tecnológica do moinho também segue neste ano com mais recursos, segundo Tófoli. Serão aplicados R$ 10 milhões em 2010, ante os R$ 7 milhões do ano anterior. “Este será o quarto ano de investimentos consecutivos nesta modernização, que deve ser concluída em mais dois anos”.

Com duas unidades de moagem de trigo – uma em São Paulo e outra em Curitiba -, a Anaconda tem capacidade de moagem de 2,5 mil toneladas diárias. No Paraná, a empresa tem no mercado de farinha doméstica (comercializada no varejo) 60% de suas vendas. Já em São Paulo, a farinha para uso industrial responde pela maior parte, cerca de 90% dos negócios da empresa no Estado.

Fabiana Batista

Exportações de carne suína caem em fevereiro, diz Abipecs

março 5th, 2010

São Paulo/SP – As exportações de carne suína do mês de fevereiro totalizaram 36,30 mil toneladas e uma receita de US$ 83,81 milhões, uma queda de 21,08% em volume e de 10,58% em valor, em relação a fevereiro de 2009. Mesmo com a redução apresentada, Pedro de Camargo Neto, presidente da ABIPECS Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína -, continua mantendo a estimativa de pequeno crescimento das exportações em 2010. Ele acredita em uma rápida recuperação dos embarques.

No acumulado do ano, as vendas externas de carne suína também registraram redução em volume, de 10,07%, e crescimento em valor, de 3,06%. Em janeiro e fevereiro deste ano, as exportações somaram 75,36 mil t e US$ 174,27 milhões. Já nos dois primeiros meses de 2009, as exportações de carne suína atingiram 83,79 mil t e US$ 169,09 milhões.

Houve uma redução considerável nos embarques para os dois principais destinos, Rússia e Hong Kong, tanto em fevereiro, na comparação com fevereiro de 2009, como no acumulado do ano.

Para a Rússia, o maior cliente brasileiro, os embarques em fevereiro tiveram queda acentuada de 51,60% em volume (11,93 mil t) e de 39,13% em valor (US$ 31,42 milhões), em relação a igual período de 2009. Em fevereiro do ano passado, as exportações para a Rússia somaram 24,65 mil toneladas e US$ 51,62 milhões. Felizmente, segundo a ABIPECS, houve recuperação das vendas para a Rússia no fim do mês, sinalizando boas perspectivas para março.

Para a Ucrânia, as exportações aumentaram mais de 400% no acumulado do ano, depois de uma queda acentuada em 2009. O Brasil exportou para os ucranianos 4,95 mil toneladas em janeiro e fevereiro.

Para Hong Kong, segundo maior cliente, o Brasil registrou queda na vendas de carne suína, em janeiro e fevereiro de 2010, de 23,51% em volume (16,15 mil t) e de 19,72% em valor (US$ 31,98 milhões).

Pedro de Camargo Neto, que retornou ontem da Ásia, onde esteve acompanhando os processos de abertura daqueles mercados, transmite impressão bastante positiva de sua viagem, em particular do andamento dos trabalhos na China e na Coreia do Sul. Ele se reuniu com diplomatas das embaixadas brasileiras em Pequim e Seul e com autoridades sanitárias locais. O presidente da ABIPECS acredita em finalização do processo, com a habilitação de fábricas, no início do segundo semestre de 2010.

Fonte: Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína

EUA podem rever barreiras ao etanol e carne

março 5th, 2010

Brasília – A disposição em negociar demonstrada pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, no caso do algodão criou a expectativa de que os EUA podem rever barreiras importantes ao comércio brasileiro, como as aplicadas ao etanol, ao suco de laranja e à carne bovina in natura. Esta é a avaliação de governo, especialistas e representantes do setor privado.

Isso porque a negociação, no caso, significa a oferta de compensações ao Brasil para evitar retaliação de US$ 830 milhões.

A sanção brasileira foi autorizada no fim do ano passado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que condenou os programas de incentivo às exportações concedidos aos produtores americanos.

Para Celso Grisi, especialista em comércio exterior da Fundação Instituto de Administração (FIA), é preciso cautela ao negociar com os americanos, principais parceiros comerciais do Brasil.

- Ameaçar é muito perigoso.

O melhor é conversar e apresentar as reivindicações brasileiras. Os EUA são um player importante e não vejo vantagem em manter o clima de rivalidade e antagonismo – disse Grisi.

Na avaliação de um graduado funcionário do governo brasileiro, o que mais preocupa as autoridades americanas é a área de propriedade intelectual, sobretudo medicamentos. A cassação de patentes não está descartada.

Esse temor pode levar os EUA, além de abrir seu mercado, a reduzir o volume de subsídios fixados anualmente na lei agrícola americana. A legislação será renovada e apresentada ao Legislativo americano em 2012.

O tom da negociação, que começará na semana que vem, será conhecido em 30 dias, que passam a ser contados a partir da data de publicação da lista de itens que deverão ter tarifas de importação elevadas, prevista para segunda-feira, dia 8.

Este foi o prazo dado pelo Brasil para que os EUA ofereçam uma contraproposta.

- Esperamos que, no leque de compensações, os EUA atendam à determinação da OMC e modifiquem seus programas de subsídios – afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha.

O diretor da área internacional da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Carlos Sperotto, lembrou que os produtores de algodão arcaram com a ação na OMC, iniciada em 2002, pela qual pagaram cerca de US$ 3 milhões em advogados.

O diretor de negociações internacionais da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Mário Marconini, espera mudanças estruturais na política americana de subsídios, uma vez que isso não será possível na Rodada de Doha.

Eliane Oliveira

Fonte: O Globo

Fatia das vendas do Brasil vai crescer

março 5th, 2010

Projeções do Ministério da Agricultura divulgadas ontem mostram que a participação brasileira no comércio mundial de carne deve crescer muito nos próximos 10 anos.

Na safra 2019/2020, a carne de frango, por exemplo, tenderá a representar praticamente metade da venda mundial, saltando de 41,4%, atualmente, para 48,1%. No caso da carne bovina, a fatia brasileira no comércio internacional deve ser ampliada de 25% para 30,3% no mesmo período de comparação. O segmento de carne suína também deve apresentar avanço, passando dos 12,4% atuais para 14,2%.

As projeções foram feitas com base na relação entre as exportações brasileiras e as do mundo.

Milho: mercado inicia o dia na BM&F cotado a R$ 18,55 a saca

março 5th, 2010

O mercado do Milho abriu o dia de hoje, sexta-feira, na BM&F cotado a R$ 18,55 a saca para os pagamentos agendados para Março. Este é o preço máximo negociado até o momento para o vencimento.

Fonte: Jornalismo Integrado – Assessoria de Comunicação

Soja: mercado inicia o dia na BM&F cotado a US$ 21,00 a saca

março 5th, 2010

O mercado da soja abriu o dia de hoje, sexta-feira, na BM&F cotado a US$ 21,00 a saca para os pagamentos agendados para Maio. O preço máximo negociado até o momento para o vencimento é R$ 21,05 a saca.

Fonte: Jornalismo Integrado – Assessoria de Comunicação

Mercado do Boi Gordo abre a sexta-feira cotado a R$ 77,85 a arroba

março 5th, 2010

O mercado do Boi Gordo abriu o dia de hoje, sexta-feira, na BM&F, cotado a R$ 77,85 a arroba para os pagamentos programados para o mês de Março. Este é o preço máximo negociado até o momento para o vencimento.

Fonte: Jornalismo Integrado – Assessoria de Comunicação

Suínos: Preços seguem firmes, informa Cepea

março 5th, 2010

Os preços do suíno vivo subiram em fevereiro devido à oferta ligeiramente abaixo da demanda no mês, segundo análises do Cepea.

Nem mesmo a queda das exportações no período pressionou as cotações do animal ou da carne no mercado interno. No acumulado do mês passado, o vivo na região da Grande São Paulo valorizou 5,8%; a carcaça comum teve acréscimo de 3,9% e a carcaça especial, de 5,2% na mesma região.

Em fevereiro, o volume diário médio exportado caiu 5,9%, passando de 1,7 mil para 1,6 mil toneladas no mês, foram embarcadas 29,6 mil toneladas. Já o preço médio em dólar e em Real aumentou.

De R$ 4.358,00/t em janeiro passou para R$ 4.609,00/t, ganho de 5,8%, segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Frango: Exportação impulsiona preço interno, informa Cepea

março 5th, 2010

As cotações do animal vivo no mercado brasileiro foram impulsionadas pelo bom desempenho das exportações de carne de frango em fevereiro.

De acordo com pesquisas do Cepea, os preços domésticos também tiveram o auxílio da oferta equilibrada e bem programada no período.

Assim, os valores médios pagos pelo quilo do animal no mercado independente em fevereiro foram superiores aos de janeiro em todas as praças consultadas pelo Cepea.

Na capital de São Paulo, o frango vivo teve média de R$ 1,60/kg em fevereiro, valor 1,2% maior que o de janeiro.

Café: Recuo externo pressiona arábica no BR, informa Cepea

março 5th, 2010

As quedas internacionais nos preços do arábica fizeram com que compradores abaixassem as bases para até R$ 275,00/saca de 60 kg para o café fino na tarde de ontem, mesmo após ofertas de até R$ 300,00/saca de 60 kg nas últimas semanas.

Segundo colaboradores do Cepea, apenas compradores com grande necessidade de aquisição estão mantendo as ofertas anteriores. Dessa forma, praticamente não houve negociação no físico brasileiro, já que vendedores estão resistentes nos pedidos.

Neste cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 274,68/saca de 60 kg na quinta-feira, 4, queda de 0,8% em relação ao anterior.

Soja: preços futuros fecharam em queda

março 5th, 2010

A valorização do dólar, o avanço da colheita na América do Sul e o limitado interesse de importadores determinaram a queda das cotações da soja na quinta-feira na bolsa de Chicago.

Segundo a Dow Jones Newswires, os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 9,3250 por bushel, baixa de 22 centavos de dólar, ao passo que os futuros para entrega em maio recuaram 21,50 centavos de dólar, para US$ 9,42.

É o mais baixo patamar de preços em três semanas, e se a demanda chinesa não reagir novas retrações poderão acontecer, conforme traders em Chicago.

Em Rondonópolis (MT), as ofertas de compra e venda pela saca de 60 quilos ficaram em R$ 29, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Trigo: preços futuros fecharam em queda

março 5th, 2010

Sinais de que a demanda por trigo americano também pode declinar sustentaram a queda do trigo na quinta-feira nas bolsas americanas.

Os futuros para maio na bolsa de Chicago fecharam em US$ 5,0225 o bushel, queda de 13,50 centavos, e o mesmo vencimento em Kansas encerrou o pregão em US$ 5,0775, recuo de 10,25 centavos.

Segundo informações do departamento de agricultura dos Estados Unidos, reportadas pela Bloomberg, os exportadores americanos venderam 101,585 mil toneladas na semana finalizada em 25 de fevereiro, queda de 73% em relação à semana anterior.

No mercado interno, a saca de 60 quilos do cereal fechou o dia de ontem em queda de 0,46% em R$ 23,91, segundo o Deral, da Secretaria de Agricultura do Paraná.

Algodão: preços futuros fecharam em queda

março 5th, 2010

Os preços do algodão na bolsa de Nova York tiveram forte queda na quinta-feira com o sinal de que os mais altos preços em dois anos estão desacelerando as exportações dos EUA.

Os papéis com vencimento em maio fecharam ontem em 81,82 centavos de dólar por libra-peso, queda de 115 pontos. Também ajudaram a sustentar a queda a avaliação de que o ganho no dólar vai reduzir o apelo pelas commodities como alternativa de investimento.

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, informados pela Bloomberg, as exportações americanas na semana encerrada em 25 de fevereiro foram de 133 mil fardos, menos da metade da média semanal registrada neste ano.

No mercado interno, a arroba do produto fechou em R$ 44,80 em Rondonópolis, segundo o Imea/MT.

Café: preços futuros fecharam em queda

março 5th, 2010

A valorização do dólar em relação a outras moedas no mercado internacional motivou uma onda de vendas por parte de fundos de investimentos e determinou a queda das cotações do café na quinta-feira na bolsa de Nova York, informou a agência Dow Jones Newswires.

Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão negociados a US$ 1,2785 por libra-peso, queda de 185 pontos, enquanto os papéis para entrega em maio recuaram 190 pontos, para US$ 1,3020.

Apesar dos baixos estoques globais do produto, as previsões de boa safra no Brasil pressionam as cotações, conforme traders nova-iorquinos.

No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos de café de boa qualidade saiu entre R$ 280 e R$ 290, conforme o Escritório Carvalhaes, de Santos.

MSBS Tridea aposta no sul e apresenta soluções ERP e CRM ao mercado gaúcho

março 5th, 2010

Com eventos em Caxias do Sul e Porto Alegre nos dias 10 e 11 de março, MSBS Tridea busca ampliar oferta de soluções Microsoft Dynamics ERP e CRM a setores locais de varejo, têxtil, metal-mecânica, plástico, construção civil e calçadista; grupo prevê abertura de 20 vagas na região Sul em 2010

A MSBS Tridea, grupo que reúne dois dos maiores parceiros Microsoft do País em ERP e CRM, aposta na região Sul para prospectar novos clientes em ferramentas de gestão Microsoft. A estratégia local terá prosseguimento com dois eventos promovidos pelo grupo nos dias 10 e 11 de março, respectivamente nas cidades gaúchas de Caxias do Sul e Porto Alegre. Nessas ocasiões, serão realizadas apresentações e demonstrações práticas das soluções Microsoft Dynamics ERP e CRM.

Os eventos no Rio Grande do Sul são parte de uma estratégia da MSBS Tridea para ampliar sua participação nos segmentos locais de varejo e manufatura têxtil, onde já possui contratos firmados. O grupo pretende ainda prospectar novos clientes nos setores de metal-mecânica, plástico, construção civil e calçadista.

A aposta da MSBS Tridea na região Sul envolveu a ampliação do time de colaboradores locais, com a recente contratação dos novos Gerentes de Contas Alexandre Kich e Inês Bernardes, ambos baseados em Porto Alegre e responsáveis pela operação gaúcha. Para 2010, somente no Sul do País, o grupo prevê abrir aproximadamente 20 vagas em diferentes níveis, entre técnicos/especialistas, executivos e administrativos/operacionais.

Nos dois eventos marcados para março, que contam com inscrições gratuitas e vagas limitadas, a MSBS Tridea estará representada por Diocalisto Breis, Diretor Comercial na região Sul; Egon Coradini, Diretor Comercial do braço CRM; Henrique Toledo, Diretor Geral; e Xavier Jové Estop, Diretor Executivo. A programação inclui uma apresentação institucional do grupo e demonstrações detalhadas das plataformas Microsoft Dynamics AX e CRM.

Serviço:

Microsoft Dynamics o ERP e o CRM que se ajustam ao seu negócio

Data: 10/03/2010
Horário: 8h30 às 12h15
Local: Caxias do Sul-RS (Hotel Intercity Av. Therezinha Pauletti Sanvitto, 333, Desvio Rizzo)

Data: 11/03/2010
Horário: 8h30 às 12h15
Local: Porto Alegre-RS (Hotel Deville Av. dos Estados, 1909)

Inscrições e mais informações: www.msbstridea.com.br / Joyce Stern (11) 3741-9039 / jstern@tridea.com.br

Sobre a MSBS Tridea Reunidas desde julho de 2009, a MSBS e a Tridea atuam em conjunto como parceiros Microsoft para a oferta de soluções ERP e CRM. A MSBS, eleita Microsoft Gold Partner e especializada na plataforma Microsoft Dynamics AX, é a maior parceira Microsoft em Dynamics AX na América Latina. A companhia fornece soluções ERP para uma ampla gama de aplicações verticais, focando empresas de diversos segmentos ao redor do mundo. Os profissionais da MSBS possuem certificações Microsoft para ferramentas como Dynamics AX, Microsoft CRM, Business Intelligence (Qlik View e Microsoft SQL Service Analysis Services), Database e soluções .NET. Para mais informações, acesse www.msbs.com.br.

Fundada em 2004, a Tridea é hoje a maior empresa nacional na prática Microsoft Dynamics CRM. A companhia nasceu como consultoria especializada na implementação de sistemas de gestão de relacionamento com clientes, sendo eleita Microsoft Gold Partner para CRM em 2006. No final de 2007, reestruturou suas operações, dividindo-se em quatro áreas distintas: Tridea Consulting, Tridea Education, Tridea Software e Tridea Support. Entre seus principais clientes estão empresas de grande porte dos segmentos de saúde, automobilístico, financeiro, manufatura, supply chain e prestadoras de serviços. Para mais informações, visite o site: www.tridea.com.br.

Mais informações:
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Assessor de imprensa:
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Sigam @BRSAbrasil no Twitter e acompanhem as novidades

Fonte: Assessoria de Imprensa

Carnes: Produtor independente de SC recebe R$ 2,30 pelo quilo vivo suíno

março 5th, 2010

SAFRAS (05) – Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor recebido pelo produtor independente do estado pelo quilo vivo do suíno subiu cinco centavos frente à última semana, cotado a R$ 2,30. Já o produtor integrado recebe de R$ 1,85 a R$ 1,90 pelo quilo vivo do suíno, valor estável até cinco centavos mais alto frente à semana anterior. Acompanhe maiores informações abaixo.

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SUINO VIVO – PRODUTOR INTEGRADO
Empresa
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Seara Alimentos – R$ 1,90 o quilo mais bonificação de carcaça

Sadia – R$ 1,85 o quilo mais bonificação de carcaça

Aurora – R$ 1,90 o quilo mais bonificação de carcaça

Perdigão – R$ 1,85 o quilo mais bonificação de carcaça

Pamplona – R$ 1,85 o quilo mais bonificação de carcaça

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SUINO VIVO – PRODUTOR INDEPENDENTE

Oeste – R$ 2,30 o quilo

Extremo Oeste – R$ 2,30 o quilo

Sul – R$ 2,30 o quilo

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MILHO – SACA DE 60 QUILOS – POSTO PROPRIEDADE

Oeste – R$ 20,85

Extremo Oeste – R$ 17,00

Sul – R$ 18,70

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FARELO DE SOJA – PREÇO POR QUILO – POSTO PROPRIEDADE

Oeste – R$ 0,71

Extremo Oeste – R$ 0,65

Sul – R$ 0,63

Fonte: ACCS
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Carnes: SP confirma negócios com suínos a até R$ 52,00 arroba

março 5th, 2010

SAFRAS – A Associação Paulista de Criadores de Suínos-APCS, confirma negócios com suínos na Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo a preços de R$ 50/52,00 arroba. Os relatos de negócios nesses patamares abrangem as regiões de Itu, Limeira, Capivari e de Brotas. Em Limeira, foram vendidos 50 suínos a R$ 52,00 arroba para carregamento imediato. Já Capivari confirmou a venda de 360 suínos a R$ 50,00 arroba, condições bolsa para carregamento nessa sexta-feira (05). Em Brotas, produtor local informou a venda de 250 suínos a R$ 50,00 arroba para carregamento amanhã(05) e na segunda-feira(08). A Bolsa de Suínos de São Paulo tem reunião agendada para a próxima segunda-feira (08). (VA)

Produtor de Nova Bassano busca financiamento para transformação de resíduos animais em adubo orgânico

março 5th, 2010

Em reunião realizada na Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, na última quarta-feira (3), o empresário de Nova Bassano, Fernando Zottis, apresentou seus planos para aquisição de maquinário para transformação de resíduos animais em adubo orgânico.

Durante vídeo apresentado ao secretário Marcio Biolchi, Zottis narrou as vantagens em processar resíduos da produção suína através da Unidade Mecanizada Automatizada de Compostagem. Conforme o produtor, o maquinário elimina a água dos dejetos com total automação, possibilitando que um problema sanitário seja transformado em substrato lucrativo onde 100% dos dejetos são tratáveis.

O secretário Biolchi apresentou as principais ferramentas de financiamento disponibilizadas pela CaixaRS- agência de fomento vinculada à Sedai, garantindo apoio na apresentação do projeto.

Fonte: Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais do Rio Grande do Sul (SEDAI)

Comissão organizadora da Suinofest convida FEPAM-RS para seminários técnicos

março 5th, 2010

O presidente da Comissão Organizadora da Suinofest 2010, senhor Julio Medeiros, acompanhado do Diretor Executivo do SIPS-RS – Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS, senhor Rogério Kerber, do senhor Gilberto da Silva, representando a ACSURS – Associação dos Criadores de Suínos do RS, e do senhor Darlan Pagliarini, secretário executivo do SINDILAT – Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS, estiveram reunidos no dia 03 deste mês com a Diretora Presidente da FEPAM-RS, senhora Regina Telli e com técnicos daquela Fundação, para apresentarem a Suinofest 2010 e convidar a entidade para participação nos Seminários Técnicos, cujos temas são Manejo de Resíduos na Orgânicos na Suinocultura, Avicultura e Bovinocultura, Coleta e Destinação de Resíduos da Saúde Animal Classe 1 e Uso Racional da Água por meio de Cisternas.

Além disto, foi apresentado pelos representantes da Sub-comissão Seminário 2010 o Projeto-Piloto de Coleta e Destinação de Resíduos da Saúde Animal Classe 1, que será pioneiro no estado, e poderá servir de modelo para outros similares no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A Fase 1 do projeto iniciará neste semestre pelos municípios de Encantado e Capitão, devendo, a partir destes dois municípios, ser estendido para toda a região, num primeiro momento.

Foi relatado que a intenção da Comissão Organizadora é que seja desenvolvido um trabalho no período que antecede a Suinofest, de modo que questões como Políticas Públicas, Desoneração Fiscal e outras, possam ser encaminhadas neste período, de maneira que na ocasião do evento, já possam ser apontadas e oferecidas soluções para as grandes questões que preocupam o segmento e afetam também a sociedade.

A presidente manifestou sua satisfação com o trabalho proposto, confirmando a participação da FEPAM na organização do Seminário e na concepção da implantação do Projeto de Coleta e Destinação, pela grande importância que a questão representa, e, principalmente, por estar sendo apontada uma solução para um problema existente, que é falta da correta destinação destes resíduos.

A Suinofest, que tem reunido um público superior a 30000 pessoas, é formada por quatro eixos: Gastronomia de Qualidade, Seminários Técnicos, Feira Comercial, Industrial e de Serviços e Turismo Gastronômico, é um evento promovido pela Associação Comercial e Industrial de Encantado, como apoio da Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Suinofest 2010

Exportações de carne suína caem em fevereiro, mas não há desânimo

março 5th, 2010

As exportações de carne suína do mês de fevereiro totalizaram 36,30 mil toneladas e uma receita de US$ 83,81 milhões, uma queda de 21,08% em volume e de 10,58% em valor, em relação a fevereiro de 2009. Mesmo com a redução apresentada, Pedro de Camargo Neto, presidente da ABIPECS Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína -, continua mantendo a estimativa de pequeno crescimento das exportações em 2010. Ele acredita em uma rápida recuperação dos embarques.

No acumulado do ano, as vendas externas de carne suína também registraram redução em volume, de 10,07%, e crescimento em valor, de 3,06%. Em janeiro e fevereiro deste ano, as exportações somaram 75,36 mil t e US$ 174,27 milhões. Já nos dois primeiros meses de 2009, as exportações de carne suína atingiram 83,79 mil t e US$ 169,09 milhões.

Houve uma redução considerável nos embarques para os dois principais destinos, Rússia e Hong Kong, tanto em fevereiro, na comparação com fevereiro de 2009, como no acumulado do ano.

Para a Rússia, o maior cliente brasileiro, os embarques em fevereiro tiveram queda acentuada de 51,60% em volume (11,93 mil t) e de 39,13% em valor (US$ 31,42 milhões), em relação a igual período de 2009. Em fevereiro do ano passado, as exportações para a Rússia somaram 24,65 mil toneladas e US$ 51,62 milhões. Felizmente, segundo a ABIPECS, houve recuperação das vendas para a Rússia no fim do mês, sinalizando boas perspectivas para março.

Para a Ucrânia, as exportações aumentaram mais de 400% no acumulado do ano, depois de uma queda acentuada em 2009. O Brasil exportou para os ucranianos 4,95 mil toneladas em janeiro e fevereiro.

Para Hong Kong, segundo maior cliente, o Brasil registrou queda na vendas de carne suína, em janeiro e fevereiro de 2010, de 23,51% em volume (16,15 mil t) e de 19,72% em valor (US$ 31,98 milhões).

Pedro de Camargo Neto, que retornou ontem da Ásia, onde esteve acompanhando os processos de abertura daqueles mercados, transmite impressão bastante positiva de sua viagem, em particular do andamento dos trabalhos na China e na Coreia do Sul. Ele se reuniu com diplomatas das embaixadas brasileiras em Pequim e Seul e com autoridades sanitárias locais. O presidente da ABIPECS acredita em finalização do processo, com a habilitação de fábricas, no início do segundo semestre de 2010.

Fonte: Assessoria de Imprensa da ABIPECS

Governo gaúcho prestes a prorrogar isenção de ICMS aos suinocultores gaúchos

março 5th, 2010

Medida acompanha iniciativa de Santa Catarina que deve manter isenção de tributos ao setor

O governo do RS deverá manter a isenção de ICMS aos suinocultores do Estado. A informação foi repassada ao deputado Jerônimo Goergen (PP) em audiência nesta quarta-feira (03), pelo secretário da fazenda Ricardo Englert, em conjunto com o sdiretor da receita estadual, Júlio Cézar Grazziotin. Estiveram presentes também o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do RS, Valdecir Folador e o produtor de suínos Mauro Gobbi. A medida mantém a isenção de ICMS, concedida pelo executivo por 90 dias em setembro e prorrogada no final de 2009 até fevereiro. O setor necessita da continuidade do benefício para não perder mercados e manter competitividade.

Ricardo Englert afirmou que havendo manutenção de redução de ICMS em Santa Catarina, o Rio Grande do Sul irá tomar a mesma medida . O deputado Jerônimo foi um dos interlocutores junto ao governo para a isenção de ICMS fosse confirmada durante a Expoiter 2009. O setor vinha sofrendo prejuízos pela competição com Estados que isentaram tributos e vinham ganhando mercados. Os suinocultores reivindicavam a equiparação das medidas, já que também perderam devido à crise mundial.

A isenção beneficia a carne suína resfriada e congelada em operações dentro do Estado, e também o suíno vivo comercializado para fora do RS. Para a Associação dos Criadores de Suínos do RS, a continuidade da isenção significa investir na recuperação do setor A medida é importante porque mantém um decreto assinado em 1º de setembro proporcionando isenção de ICMS. O setor vem de um momento de recuperação e esta manutenção visa acelerar o processo de retomada da cadeia produtiva, já que sofreu muito, principalmente devido à crise econômica mundial, que afetou exportações e o mercado interno. Buscamos a recuperação da economia do produtor, diz Valdecir Folador.

Para o deputado Jerônimo Goergen (PP) o governo está sabendo ser sensível a um pleito vital para a cadeia produtiva: Não podemos é permitir que a cadeia produtiva volte a acumular sérios prejuízos. A isenção é uma conquista que está recuperando o setor, porém é preciso mais mantê-la. O governo sabe que fortalecerá a cadeia produtiva com esta medida”, avalia o parlamentar.

Fonte: Assessoria de Imprensa do deputado estadual Jerônimo Goegen

Avicultura gaúcha busca apoio do governo estadual

março 5th, 2010

Porto Alegre/RS – O setor avícola apresentou ontem ao governo gaúcho uma lista de medidas para apoio ao setor. O pedido inclui a criação de política de incentivo e isonomia fiscal; ampliação da produção de milho; reforço na fiscalização sanitária; linha de capital de giro, e crédito para adequação à instrução normativa (IN) 56 e modernização dos aviários.

As demandas foram apresentadas pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) às secretarias da Agricultura, da Fazenda e do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), e para Banrisul, BRDE e CaixaRS.

Segundo o secretário- executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a isonomia tributária é fundamental para que os produtores gaúchos tenham competitividade frente aos demais estados. “Precisamos de equiparação porque estamos perdendo espaço no mercado interno e externo para estados que têm mais incentivos.”

O secretário da Agricultura, João Carlos Machado, disse que as medidas serão avaliadas e, dentro de 30 dias, haverá nova reunião. “Cada agente do governo terá tempo para estudar a viabilidade das ações.”

Suinocultores gaúchos aguardam nova prorrogação de isenção de ICMS

março 5th, 2010

Porto Alegre/RS – Os suinocultores gaúchos esperam que o governo do Estado prorrogue pela segunda vez a isenção de ICMS concedida à produção de cortes suínos no mercado gaúcho e de animais vivos para outros estados.

A intenção é permitir competição mais justa com criadores de Santa Catarina, onde o benefício será prorrogado até 15 de abril, segundo o secretário da Agricultura, Antônio Ceron.

Segundo a assessoria da Secretaria da Fazenda gaúcha, o governo estuda manter o benefício, mas aguarda definição do governo catarinense.

Chuvas beneficiam lavouras de milho

março 5th, 2010

Estudo realizado pelos técnicos de geotecnologia da Conab, divulgado nesta sexta-feira 54), prevê beneficio para algumas culturas agrícolas na região Sul, graças às chuvas com incidência acima da média que vai deste mês até maio. O milho 2ª safra é um dos favorecidos, especialmente no Paraná e no Mato Grosso do Sul. As informações fazem parte do segundo prognóstico Agroclimático, disponível no site.

O boletim se baseia em dados meteorológicos oficiais, como do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e tem como objetivo traçar a evolução e os efeitos do clima durante este período sobre as culturas de inverno e outras, como feijão, mamona e cana-de-açúcar.

Segundo o técnico Tarsis Piffer, além do milho 2ª safra (safrinha), cujo plantio e desenvolvimento vem ocorrendo nos estados do Sul, feijão 2ª safra, citrus, cana-de-açúcar e soja serão também favorecidos no período.

O estudo considera também a necessidade dos tratos culturais, a condição atual das lavouras e os riscos diante de pragas e doenças. São atribuídos, em cada caso, graus de impactos climáticos que variam de severidade alta (-3) a muito favorável (+3), por Mesorregião estadual. O valor é ponderado, devido à representatividade da região para o estado ou o país, fornecendo um indicativo de como será a produção, esclarece. (Raimundo Estevam/Conab)

Mais informações: www.conab.gov.br

Curiosidade: Comer alho protege o corpo contra agentes cancerígenos

março 5th, 2010

Pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, descobriram que o consumo de alho tem uma ligação inversa com um processo metabólico carcinogênico

Alho contra o câncer

Pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, descobriram que o consumo de alho tem uma ligação inversa com um processo metabólico carcinogênico.

Os resultados do novo exame sugerem que as pessoas que consomem mais alho estão menos sujeitas a sofrer esse processo metabólico e, eventualmente, de contrair câncer.

Exame de urina

“O que estávamos buscando era desenvolver um método onde pudéssemos medir na urina dois compostos diferentes, um relacionado com o risco para o câncer e outro que indica a intensidade do consumo de alho”, conta o Dr. Earl Harrison, coordenador do estudo.

“Nossos resultados mostraram que os dois estão inversamente relacionados entre si – o que significa que quanto mais alto for o nosso marcador para o consumo de alho, menor será o marcador para o risco de câncer,” explica ele.

Alimentos contra o câncer

Os cientistas trabalharam com processos associados a compostos contendo nitrogênio. Esses processos incluem a nitrosação, a conversão de algumas substâncias encontradas nos alimentos ou na água contaminada em elementos carcinogênicos.

Em última instância, os cientistas esperam descobrir intervenções nutricionais capazes de parar o processo que desenvolve estas substâncias cancerígenas.

Este processo é mais comumente iniciado por exposição a substâncias chamadas nitratos, encontrados em algumas carnes processadas, ou oriundas de técnicas de preparação de alimentos sob alta temperaturas, ou ainda pelo uso de água contaminada pela indústria ou pela agricultura.

Nitratos e nitrosaminas

Cerca de 20 por cento dos nitratos que são consumidos são convertidos em nitritos no organismo. Uma cascata de eventos pode converter estes compostos nas chamadas nitrosaminas. E muitas, mas não todas as nitrosaminas, estão ligadas ao câncer.

Os vegetais também contêm nitratos, mas pesquisas anteriores sugerem que a vitamina C dos vegetais reduz o risco de que esses nitratos convertam-se em algo tóxico.

Os cientistas suspeitaram então que os nutrientes presentes no alho poderiam ter efeitos antioxidantes semelhantes aos da vitamina C.

O estudo foi publicado na revista Analytical Biochemistry.

Um dente de alho por dia

Os exames de laboratório mostraram que os participantes da pesquisa que tinham tomado alho tiveram menor concentração do marcador para nitrosação do que aqueles que não ingeriram nenhum alho.

Embora as diferenças sejam pequenas, o consumo de 5 gramas de alho por dia foi associado com o mais baixo nível do potencial marcador de câncer. Um único dente de alho, tipicamente, pode pesar entre 1 e 5 gramas.

A ingestão de vitamina C teve um efeito semelhante em reduzir o marcador para a nitrosação.

Benefícios do alho

“O mecanismo preciso pelo qual o alho e outros compostos afetam a nitrosação está sendo amplamente pesquisado, mas não está claro neste momento”, diz Harrison.

“O que esta pesquisa sugere, porém, é que o alho pode desempenhar um papel na inibição da formação dessas substâncias tóxicas baseadas no nitrogênio. Este estudo piloto foi muito pequeno, por isso é também possível que, quanto mais alho você comer, melhor será.

“Então, se você gosta de alho e gosta de alimentos preparados com alho, vá em frente e consuma tanto quanto você queira. Não há nenhuma indicação de que isso vá lhe fazer mal, e pode muito bem lhe ajudar,” conclui o cientista.

Fonte: Diário da Saúde – http://www.sissaude.com.br

Mutação do vírus da gripe A é descoberta no México

março 5th, 2010

Apesar de ter sido registrado apenas um caso resistente ao antiviral, há outros 423 casos sob suspeita

O ministro da Saúde do México, José Angel Córdova, confirmou nesta quarta-feira, 3, o primeiro caso de mutação do vírus da gripe A (H1N1), que mostrou-se resistente ao antiviral Oseltamivir, princípio-ativo do Tamiflu, no país.

A mutação foi encontrada em um bebê de dez meses de idade, que sobreviveu à doença e já se encontra em casa, no município de Ecatepec. Contudo, segundo o ministro, há outros 423 casos sob suspeita e não se descarta a possibilidade de haver outros.

“O vírus pode se modificar a qualquer momento e gerar graves problemas”, por isso, “é importante que as pessoas sejam vacinadas para se protegerem”, ressaltou.

Ainda de acordo com Córdova, desde o início da epidemia, em abril de 2009, mais de um milhão de pessoas passaram por tratamento com o antiviral e apenas em um caso o vírus mostrou-se resistente.

Para diminuir as possibilidades de resistência ao medicamento, há seis meses as autoridades mexicanas decidiram aplicar também o Zanamivir, de nome comercial Relenza.

Mais cedo, o Instituto de Diagnóstico e Referência Epidemiológica, após realizar alguns testes, informou que a mutação “não modifica a política de tratamento, já que é a única amostra resistente encontrada em 420 sequências, o que significa uma resistência inferior a 0,25%”.

Até a última segunda-feira, o Ministério da Saúde registrou 71.090 casos confirmados da gripe causada pelo vírus A (H1N1), com 1.088 mortes. Já foram vacinadas 6,7 milhões de pessoas e espera-se que até o fim desta semana outras duas milhões sejam imunizadas.

Fonte: Estadão