Arquivo para fevereiro 3rd, 2011

Governo anuncia leilões de arroz e feijão no RS

fevereiro 3rd, 2011

Em Porto Alegre, ministro Wagner Rossi comunica aos agricultores a realização de leilões para escoamento e aquisição direta de 1,78 milhão de toneladas de grãos

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, anuncia nesta quinta-feira, 3 de fevereiro, a realização de leilões de apoio a produtores de arroz e feijão da Região Sul. O anúncio acontece às 17h30, no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul. Rossi diz que o governo vai adquirir e apoiar o escoamento de 1,78 milhão de toneladas dos grãos. A medida foi determinada pela presidente Dilma Rousseff e mostra a preocupação do governo federal em garantir uma política agrícola que ajude os produtores, afirma.

Wagner Rossi lembrou que os agricultores dos estados do Sul estão recebendo preço de mercado abaixo do mínimo fixado pelo governo. O anúncio será feito pelo ministro e pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT).

De acordo com o ministro, o Ministério da Agricultura vai comprar 360 mil toneladas de arroz e 100 mil toneladas de feijão, por meio de Aquisição do Governo Federal (AGF). Desse total, até 130 mil toneladas dos produtos serão compradas ainda em fevereiro.

Também serão realizados leilões na modalidade PEP (Prêmio de Escoamento do Produto), para apoiar o escoamento de 1,02 milhão de toneladas de arroz e 300 mil toneladas de feijão. Esse tipo de operação permite que o grão seja adquirido pelo preço mínimo e transportado para região pré-determinada pelo governo, onde há demanda pelo produto. Os leilões serão autorizados por portaria interministerial (Fazenda, Planejamento e Agricultura) a ser publicada no Diário Oficial da União, nos próximos dias.

Atualmente, o preço de mercado do arroz no Rio Grande do Sul está em torno de R$ 22 por saca de 50 kg. Este preço está abaixo do mínimo estipulado pelo governo, que é de R$ 25,80 por saca de 50 kg. Já o feijão cores (carioca) está sendo comercializado, no Paraná, por R$ 65, em média, a saca de 60 kg. No Rio Grande do Sul, o preço do feijão preto no mercado está em torno de R$ 70. O valor fixado pelo Ministério da Agricultura é de R$ 80 por saca de 60 kg.

Saiba mais

Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) – O governo concede um valor à agroindústria ou cooperativa que adquire o produto pelo preço mínimo diretamente do produtor rural e o transporta para região com necessidade de abastecimento.

Aquisição do Governo Federal (AGF) – Operação que consiste na compra direta do produto pelo governo. O produto deve estar incluído na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Preço Mínimo – É o valor fixado pelo governo federal para produtos agrícolas. A finalidade da política é garantir que o agricultor receba um preço mínimo para cobrir os custos da safra. Quando o preço de mercado está abaixo do mínimo, o governo realiza leilões, como os de Prêmio de Escoamento de Produto e Aquisição do Governo Federal para permitir que esses valores cheguem pelo menos, ao patamar estipulado na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Atualmente, 34 produtos estão incluídos na política governamental, como arroz, feijão, milho, trigo, algodão, uva, sisal, soja, borracha e leite. (Laila Muniz)

Syngenta recebe aprovação para evento combinado Bt11 x MIR 162 x GA21

fevereiro 3rd, 2011

Tecnologia traz conveniência e produtividade para agricultores brasileiros

A Syngenta acaba de receber aprovação para o milho geneticamente modificado que traz a combinação de eventos Bt11 x MIR 162 x GA21. Essa tecnologia tripla representa mais um importante avanço para a agricultura brasileira, que passa a contar com uma alternativa mais moderna e conveniente para o aumento da produtividade.

O evento triplo havia sido tecnicamente aprovado em novembro de 2010 pela CTNBio. No dia 31 de janeiro de 2011 a Casa Civil confirmou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a autorização para registro de híbridos utilizando essa tecnologia, completando assim o ciclo de aprovação. As novas sementes com o evento triplo estarão disponíveis já na safra de 2011/12.

A possibilidade de reunir vários eventos em uma só semente traz mais valor ao produtor, já que reúne os benefícios da resistência a insetos e da tolerância a herbicidas, afirma Laercio Giampani, Diretor Geral da Syngenta no Brasil. Trata-se da primeira aprovação de três tecnologias em uma única semente no Brasil, prática já comum em grandes produtores, como os Estados Unidos.

São os eventos Bt11 e MIR162 que conferem à planta resistência aos insetos, controlando inclusive a lagarta do cartucho, principal praga que atinge o milho no Brasil atualmente. Já o evento GA21 traz tolerância ao glifosato, o que garante ao agricultor mais comodidade na hora de aplicar herbicidas na lavoura.

Tecnologias como o evento triplo são muito importantes, especialmente quando pensamos sobre o potencial agrícola de um país como o Brasil, que terá um papel fundamental para suprir a crescente demanda por alimentos, diz Giampani.

A Syngenta oferece um portfólio completo de soluções aos agricultores, com alternativas de alta tecnologia em proteção de cultivos, tratamento de sementes, biotecnologia e sementes. Isso inclui híbridos convencionais e híbridos geneticamente modificados, sempre observando a necessidade de se atender às medidas de coexistência e refúgio.

Fonte: Assessoria de Imnprensa

Negócios do trigo esquentam no Brasil

fevereiro 3rd, 2011

O mercado brasileiro de trigo começa a reagir, após vários meses de lentidão. A dificuldade em negociar trigo argentino, devido à greve de produtores daquele país, e a boa qualidade do trigo nacional colhido nesta safra fizeram com que moinhos retomassem as negociações no mercado interno.

Esse posicionamento leva em conta também as exportações brasileiras, que têm sido estimuladas pelas intervenções do governo (leilões de PEP) e pelos bons níveis de preços do trigo no mercado internacional. Dessa forma, os moinhos passam a enfrentar maior concorrência, o que tende a elevar os preços domésticos. Nesse contexto, compradores têm antecipado parte das aquisições.

Levantamentos do Cepea mostram que, neste início de ano (até 2 de fevereiro), os preços do trigo em grão tiveram altas mais expressivas no Rio Grande do Sul. Os valores aumentaram 4,36% no mercado de balcão (preço pago ao produtor) e 4,74% no de lotes (negociações entre empresas). No Paraná, os preços também subiram, mas de forma moderada: 1,14% no mercado de balcão e 3,74% no de lotes. Em São Paulo, no mercado de lotes, a alta foi de 3,3% no mesmo período.

A colheita de trigo no Brasil terminou em dezembro, e a partir de março, produtores fazem planejamentos para a safra de inverno, na qual o trigo concorre com o milho.

Na Argentina, dados da Bolsa de Cereales do último dia 27 apontam o término da colheita, com a produção estimada em 15 milhões de toneladas. Ainda segundo a Bolsa, os rendimentos médios foram históricos, com a produtividade chegando a 8.900 kg/ha em algumas regiões. A média nacional é de 3.450 kg/ha.

Quanto às bolsas norte-americanas, os valores atingiram novas máximas. Na quarta-feira, 26, os preços foram os maiores desde março de 2008. No acumulado de 2011 (30 de dezembro a 2 de fevereiro), o primeiro vencimento (Março/11) na Bolsa de Chicago (CME/CBOT) teve elevação de 8,7%.

Segundo analistas dos Estados Unidos, os preços foram impulsionados pelas preocupações com a oferta de trigo de boa qualidade, devido à baixa produção dos principais exportadores – Rússia, Austrália e Canadá. Além disso, agentes de mercado estão atentos aos protestos pelo mundo, especialmente no Egito, que é o principal importador mundial de trigo.

Outras informações sobre o mercado de trigo podem ser obtidas através do Laboratório de Informação do Cepea, com o professor Lucilio Alves e com a analista de mercado Renata Maggian: (19) 3429-8837 / 8836 cepea@esalq.usp.br.

John Deere destaca colheitadeira STS no Show Rural Coopavel

fevereiro 3rd, 2011

A John Deere apresenta no Show Rural Coopavel 2011 um novo modelo de sua Série 70. A colheitadeira 9470 STS amplia as opções de modelos com o rotor STS desenvolvido pela John Deere, permitindo o acesso de uma nova faixa de clientes, que cultivam áreas menos extensas, às grandes vantagens desta tecnologia, como a alta qualidade dos grãos colhidos.

Outra atração do estande é a colheitadeira 1175, que agora pode ser financiada pelo programa Mais Alimentos. A John Deere apresenta ainda dois novos modelos de tratores, 5075E e 5078E, incluídos no programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A linha de tratores da companhia passou por uma grande renovação, ganhou nova nomenclatura e mais modelos, como o 6180J, de 180 cv, lançamento do Show Rural.

A John Deere lança ainda uma nova colhedora de cana, a 3522, projetada para colher duas linhas no canavial. A colhedora conta com motor John Deere de 9 litros e 342 cv, que assegura alta performance com baixo consumo de combustível. Ainda na área de colheita, o estande apresenta a colheitadeira de grãos 9570 STS, com tecnologia de rotor, e a 1470, ambas da Série 70. O sistema de Peneiras Autonivelantes (Self Leveling Shoes), que permite alcançar alta produtividade mesmo em áreas com declividade acentuada, é outra tecnologia presente nos modelos STS e demonstrada no estande.

O novo pulverizador John Deere 4630, adequado para as médias propriedades, é mais uma estreia na feira. Ele tem motor de 165 cv e transmissão hidrostática de alta performance. Sua barra de pulverização, com 24 metros e novo desenho, contribui para manter a estabilidade e a eficiência no momento da aplicação.

A John Deere apresenta também tecnologia para o plantio e equipamentos para a produção de feno e forragem, reafirmando seu objetivo de oferecer sistemas mecanizados cada vez mais completos e eficientes para os diferentes segmentos da produção agropecuária.

Linha ampliada

Ampliada e com forte renovação, a linha de tratores John Deere tem 14 modelos expostos. Dois novos modelos reforçam as opções que podem ser financiadas pelo Programa Mais Alimentos: o 5075E, com motor de 3 cilindros e 75 cv de potência, e do 5078E, que tem motor de 4 cilindros e 78 cv de potência. Eles se somam às opções dos tratores 5303 e 5403, já inscritos no programa que facilita a aquisição de equipamentos pelos agricultores familiares.

A série 6J reúne cinco novos tratores expostos — 6110J, 6125J, 6145J, 6165J e 6180J — com variação de potência do motor entre 110 e 180 cv. Os modelos desta série oferecem maior potência, design renovado e agregam sistemas hidráulicos, de transmissão e eletro-eletrônicos, com facilidade de manutenção. Na faixa de 110 e 125 cv, a Série 6D é outro grande lançamento e traz ao mercado dois modelos capazes de garantir alta produtividade e desempenho no campo com economia para o produtor. Já o modelo 7185J na versão canavieira conta com eixo com bitola estendida, para trabalhar nos canaviais sem pisoteio das soqueiras, reduzindo os danos à lavoura.

A tecnologia de plantio da John Deere está presente no Show Rural com plantadeiras das séries 1100 e 2100. Desenvolvidas para as características da região Sul, as plantadeiras da série 1100 serão apresentadas em versões a vácuo, com o sistema VacuMeter, e com o sistema mecânico de deposição de sementes.

Dois produtos da linha de feno e forragem da John Deere também são apresentados. A forrageira autopropelida 7350 destaca-se pelo grande porte e produtividade elevada. Ela conta com uma plataforma de corte de 6 metros com alta capacidade de processamento, não importando o sentido do corte ou o espaçamento das linhas. Já a segadora condicionadora 630 apresenta corte com qualidade e alta velocidade de trabalho, mesmo em terrenos difíceis.

Agricultura de Precisão

Quatro lançamentos apresentados em Cascavel reforçam a linha de produtos AMS, voltados à tecnologia da Agricultura de Precisão. O StarFire 3000 é um novo receptor para a Agricultura de Precisão. Ele capta sinais dos satélites GPS e GLONASS, além do sinal diferencial da John Deere. Com diferentes opções de tipos de correção (SF1 25cm, SF2 10cm e RTK 2,5 cm), o receptor se adapta às necessidades de cada produtor.

O Console Raven SCS 660M é uma solução para aplicação de taxa variável. Ele mede e controla a aplicação de fertilizantes líquidos e sólidos automaticamente, garantindo precisão e aumento da rentabilidade da lavoura.

O Guia Inteligente para a Colheita de Milho, ou AutoTracRowSense, é um sensor de linha que, combinado com Piloto Automático Integrado nas colheitadeiras STS e plataformas 600C, faz com que a colheitadeira passe a ser guiada pelo sensor, seguindo a linha de milho, e georeferenciada por satélite. O guia garante uma operação precisa na colheita, mesmo em curvas ou com lavoura acamada.

Com o Monitor GreenStar3 2630, uma nova geração de monitores para as soluções AMS, com tecnologia ISOBUS, chega ao mercado. Ele oferece maior capacidade de memória e porta USB para facilitar a transferência de dados e está mais fácil de operar. Além destas novas funções, é compatível com vídeocâmeras que podem ser instaladas na máquina para melhor acompanhamento da operação.

Irrigação e utilitários

A John Deere Water, unidade da John Deere voltada para a irrigação, estará presente pela primeira vez no Show Rural apresentando sua linha de produtos. A John Deere adquiriu três indústrias da área de irrigação, a Plastro, T-System e Roberts, para a formação da John Deere Water, oficializada no ano passado. A nova empresa tem fábricas em 12 países no mundo, sendo uma delas no Brasil, em Uberlândia (MG).

O estande da John Deere apresenta ainda os versáteis utilitários gators e os tratores de jardim. Os gators XUV 850D e TH 6X4 Diesel são usados para transportar pessoas e pequenas cargas, mesmo em áreas de acesso difícil. Os tratores de jardim LA 135 e LA 175 têm comandos de utilização prática e bancos de encosto alto para assegurar um trabalho confortável e seguro.

Funcionários da John Deere, do Banco John Deere, do Consórcio John Deere e quatorze concessionários John Deere do estado do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo estarão presentes com suas equipes preparadas para atender os clientes e visitantes. A John Deere Store oferece aos visitantes uma linha variada de artigos, com atrações para toda a família, desde as famosas miniaturas até itens de vestuário.

Fonte: Engenho & Texto Comunicação – (11) 3812-0385

BASF apresenta dois novos produtos no Show Rural Coopavel

fevereiro 3rd, 2011

A BASF, uma das maiores fabricantes de defensivos agrícolas do País, apresentará durante os cinco dias do Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), dois novos produtos que passam a integrar seu portfólio de fungicidas: Abacus HC e Opera Ultra.

Pensando nas necessidades das lavouras de milho e trigo, que por vezes são acometidas por doenças foliares e das espigas, induzidas por fungos que podem reduzir consideravelmente seu rendimento, a BASF apresenta o Abacus HC. Trata-se de um fungicida que na cultura do milho apresenta-se eficiente no controle da ferrugem (Puccinia sorghi e Puccinia polysora) e mancha-de-phaeosphaeria (Phaeosphaeria-maydis).

A dose recomendada é menor (0,25 lt/ha), se comparada com a de outros fungicidas presentes no mercado. Dessa forma, o produto ajusta-se melhor às demandas específicas do milho e assim, pode promover mais rentabilidade ao produtor.

O outro fungicida a ser apresentado é o Opera Ultra. O novo defensivo é destinado ao manejo das culturas de amendoim, milho, trigo, soja sendo também uma nova opção para o manejo das culturas de algodão e feijão. Além das características do consagrado Opera, esta nova versão tem maior velocidade de ação, sem diferenciação na dose e na aplicação. Para o algodão, o novo Opera Ultra caracteriza-se por ser uma excelente opção para o controle fúngico, não sendo fitotoxico a cultura, além da possibilidade de oferecer os ganhos de produtividade por meio dos benefícios AgCelence.

XPress Comunicação – (11) 2898-7498

Embrapa apresenta oportunidades de negócios no Show Rural Coopavel

fevereiro 3rd, 2011

Cerca de 40 tecnologias comercializadas pela Embrapa Transferência de Tecnologia (Brasília DF) e sua rede de escritórios e parceiros estarão à disposição do público interessado em negócios que visitar o Show Rural Coopavel, de 7 a 11 de fevereiro, em Cascavel (PR). Entre as tecnologias, estão cultivares de milho, sorgo, feijão, soja, forrageiras, banana, maracujá e batata. Os interessados poderão obter informações sobre como adquirir esses produtos no Espaço Negócios, coordenado pela Unidade.

As cultivares de milho que estarão disponíveis ao público são a BRS 1040, BRS 1002, BRS 2022, BRS 3025, BRS 1055 e a BRS 4103. O híbrido simples de milho BRS 1040 apresenta ciclo semiprecoce, com porte médio/alto e grãos semidentados de cor alaranjada, bons níveis de produtividade e estabilidade de produção, bom empalhamento, boa tolerância ao acamamento e ao quebramento e resistência à cercosporiose. Pode ser cultivado nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e estado do Paraná (norte, noroeste e oeste do estado), para plantios em safra e safrinha, sem restrição de altitude.

O milho BRS 1002 também é um híbrido simples, de ciclo precoce, que apresenta excelente sanidade foliar associada à alta produtividade, ótima estabilidade de produção, porte médio, arquitetura ereta, resistência ao acamamento e quebramento, além de ótimo empalhamento. A cultivar é indicada para a época normal de semeadura nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sul do Paraná.

Já o BRS 2022 é um híbrido duplo que, além do baixo custo, reúne bons níveis de produtividade e boa tolerância ao acamamento e ao quebramento. Seu plantio é recomendado para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste e Paraná (norte, noroeste e oeste do Estado) para a safra e em ambientes localizados acima de 700 metros de altitude.

O híbrido triplo de milho BRS 3025 reúne bons níveis de produtividade, com boa tolerância ao acamamento e ao quebramento, arquitetura moderna, ciclo precoce, grãos alaranjados e boa resistência à cercosporiose, à ferrugem comum e à ferrugem polissora. Seu plantio é recomendado para as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Paraná (norte, noroeste e oeste do estado).

O BRS 1055, por sua vez, apresenta boa relação custo-benefício pela produtividade superior à maioria dos híbridos simples em diversos tipos de ambiente. Apresenta porte médio/alto, grãos semidentados de cor avermelhada, elevada produtividade e estabilidade de produção. Também pode ser cultivado nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e estado do Paraná (norte, noroeste e oeste do estado), para plantios em safra e safrinha, sem restrição de altitude.

A variedade BRS 4103 foi desenvolvida preferencialmente para a agricultura familiar e apresenta grãos predominantemente do tipo semiduro, com cor amarelo-laranja, ciclo precoce e baixa altura de planta e espiga, bom potencial de produção, baixa porcentagem de plantas acamadas e quebradas e espigas bem empalhadas e sadias. É recomendada para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste e Paraná (norte, noroeste e oeste do Estado).

Sorgo No caso do sorgo, o Espaço Negócios trará informações sobre as cultivares BRS 655, BRS 802, BRS 810, BRS 330 e BRS 332. O sorgo BRS 655 é um híbrido forrageiro desenvolvido para atender à crescente demanda dos produtores por maior eficiência na alimentação de bovinos. É também especializado para o fornecimento de forragem de alta qualidade para ensilagem.

O híbrido BRS 802 é uma planta de rápido crescimento, vigorosa e de abundante perfilhamento, especializado para o fornecimento de forragem fresca de alta qualidade para corte ou pastejo direto. A alta produtividade de matéria verde obtida com o BRS 802, avaliado sob diversas condições do Brasil, mostra a ampla adaptação desse híbrido às condições tropicais e subtropicais do país.

Já o BRS 810 tem ciclo anual e apresenta alta capacidade de rebrota, excelente palatabilidade e aceitação pelos animais. A cultivar possui alto valor nutritivo, sendo altamente resistente à seca e adaptada à produção de biomassa sob condições de estresse ambiental. Ela cresce muito rapidamente: entre 30 e 40 dias já fornece um pasto de alta qualidade. Seu uso preferencial como forrageira é no corte verde e no pastejo direto.

O BRS 330 e o BRS 332 são híbridos simples de sorgo granífero de porte médio e ciclo médio a tardio com boa resistência ao acamamento e ampla adaptabilidade em plantios de sucessão nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Apresenta alto nível de produtividade, estabilidade de produção, grãos vermelhos de boa qualidade e moderada resistência à antracnose.

Feijão O público do Show Rural Coopavel poderá conhecer ainda as cultivares de feijão BRS Esplendor, BRS Campeiro, BRS Supremo, BRS Estilo, BRS Cometa e BRS Radiante. A BRS Esplendor é indicada para cultivo em São Paulo, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Sul na safra das águas; em Tocantins na safra de inverno; em Mato Grosso do Sul e Rondônia na safra da seca; em Mato Grosso nas safras do inverno e da seca; em Santa Catarina e no Paraná na safra das águas e da seca; e em Goiás nas safras das águas, seca e inverno.

A BRS Campeiro é uma cultivar de feijoeiro comum do grupo preto que apresenta alto potencial produtivo, excelentes qualidades culinárias, porte ereto o que facilita a colheita mecânica , resistência ao acamamento e ciclo mais curto, entre 90 a 95 dias após o plantio no Rio Grande do Sul. Ela pode ser plantada tanto na safra como na safrinha, nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O feijão BRS Supremo pelo seu porte ereto de planta, seu potencial produtivo, grão com excelentes qualidades culinárias, resistência às principais doenças e ao acamamento é mais uma opção para os produtores interessados em produzir feijão de tipo de grão preto nas safras das “águas” e da “seca” nos estados de Santa Catarina e Paraná, e nas safras das “águas” e de “inverno” em Goiás e Distrito Federal.

A BRS Estilo além do porte ereto de planta, alto potencial produtivo, resistência às principais doenças e ao acamamento apresenta estabilidade de produção e grãos claros com tamanho semelhante aos da cultivar Pérola. Ela é indicada para as safras das águas em Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Sul; de inverno em Goiás, Mato Grosso e Tocantins; e da seca em Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Uma das vantagens da BRS Cometa é a sua precocidade, com ciclo de aproximadamente 78 dias da emergência à maturação fisiológica. A cultivar apresenta ainda um alto potencial produtivo, grão com excelentes qualidades culinárias, resistência às principais doenças e ao acamamento, sendo mais uma opção para os produtores interessados em produzir feijão carioca nas safras das águas e da seca em Santa Catarina e Paraná, nas safras das águas em São Paulo, nas safras das águas, seca e inverno em Goiás e Distrito Federal, nas safras da seca e inverno no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, na safra de inverno no Tocantins, e na safra das águas na Bahia, Sergipe e Alagoas.

Por fim, a cultivar de feijoeiro comum com tipo de grão rajado BRS Radiante, pelo seu potencial produtivo, grão grande aliado a excelentes qualidades culinárias, porte ereto e resistência ao acamamento, é mais uma opção para os produtores interessados em produzir feijão de tipo de grão rajado, com maior valor de comercialização em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Soja O Espaço Negócios apresentará também informações sobre diversas cultivares de soja, como as convencionais BRS 184, BRS 232, BRS 282, BRS 283, BRS 284 e BRS 317, além das transgênicas BRS 294RR, BRS 295RR e BRS 316RR.

A BRS 184 é uma cultivar de soja com alto potencial produtivo e excelente ramificação da planta. É resistente ao cancro da haste, à mancha olho-de-rã, ao mosaico comum da soja e ao vírus da necrose da haste. Pode ser cultivada em ambientes de média fertilidade nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e sul do Mato Grosso do Sul.

A BRS 232 também apresenta excelente potencial produtivo, com rendimento considerável em regiões acima de 600m. É resistente ao cancro da haste, à mancha olho de rã, à podridão parda da haste, ao mosaico comum da soja e ao vírus da necrose da haste, além de moderadamente resistente ao nematóide de galha. A cultivar é indicada para os estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

Outra cultivar com alto potencial produtivo, a BRS 282 tem boa resistência aos dois nematóides de galha, Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica, boa qualidade de sementes e ciclo semiprecoce. Seu plantio é indicado em solos de média a alta fertilidade, nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e região sul do Mato Grosso do Sul.

Já a BRS 283 e a BRS 284 apresentam ciclo precoce e podem ser plantadas em outubro, permitindo o cultivo do milho safrinha logo após a soja. Possuem boa resistência ao nematóide de galha Meloidogyne javanica, boa qualidade de semente e boa resistência ao acamamento. Também são indicadas para os estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e região sul do Mato Grosso do Sul.

Também indicada para os mesmos estados, a BRS 317 apresenta resistência a pústula bacteriana, mancha olho-de-rã, cancro da haste, mosaico comum e ao nematóide Meloidogyne incognita. É moderadamente resistente a podridão parda da haste e a oídio, e possui resistência de campo a podridão radicular de fitóftora.

Entre as transgênicas, a BRS 294RR e a BRS 295RR apresentam tolerância ao glifosato, ciclo de maturação precoce, alto potencial produtivo e estabilidade, com indicação de plantio para todas as regiões do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, além da região sul do Mato Grosso do Sul. Indicada para as mesmas regiões e também tolerante ao glifosato, a BRS 316RR apresenta resistência aos nematóides de galhas, a pústula bacteriana, mancha olho-de-rã, cancro da haste, podridão radicular de fitóftora, podridão parda da haste, mosaico comum e ao nematóide Meloidogyne javanica.

Forrageiras Entre as forrageiras, destaque para a cultivar de azevém BRS Ponteio e para o capim BRS Piatã. O azevém BRS Ponteio apresenta como principal vantagem um ciclo de produção mais longo, permitindo o início do pastejo cerca de 20 dias mais cedo do que em pastagens de azevém comum. Como o florescimento da BRS Ponteio é mais tardio, é possível também a manutenção dos animais no pasto por mais tempo. Esse tipo de pastagem é indicado para a Região Sul.

Já a Brachiaria brizantha BRS Piatã, ou capim BRS Piatã, também estará disponível no Espaço Negócios. A planta é apropriada para solos de média fertilidade, produz forragem de boa qualidade e acumulação de folhas. Destaca-se pelo elevado valor nutritivo e alta taxa de crescimento e rebrota. A BRS Piatã é resultado do programa de melhoramento genético coordenado pela Embrapa Gado de Corte (Campo Grande MS) em parceria com a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto).

Frutas Quem for ao Espaço Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia no Show Rural Coopavel poderá conhecer ainda as cultivares de banana BRS Conquista e os maracujás BRS Sol do Cerrado, BRS Gigante Amarelo e BRS Ouro Vermelho. A BRS Conquista é resistente à sigatoka-negra, ao mal do Panamá e à sigatoka-amarela. Além disso, ela apresenta uma alta produtividade, podendo atingir 48 toneladas por hectare ao ano. Os frutos são saborosos e receberam aprovação por consumidores em supermercados de Campinas (SP) e na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP).

Por sua vez, as cultivares de maracujá BRS Sol do Cerrado, BRS Gigante Amarelo e BRS Ouro Vermelho têm algumas características comuns, tais como maior quantidade de vitamina C, bom rendimento de polpa e frutos apropriados para indústria e mesa, além de maior tempo de prateleira. A BRS Sol do Cerrado produz frutos grandes com formato oblongo e possui tolerância às principais doenças foliares do maracujazeiro. A BRS Gigante Amarelo produz frutos homogêneos, resistentes ao transporte e possui tolerância à antracnose e bacteriose. A BRS Ouro Vermelho produz frutos de formato oblongo e casca avermelhada e também é tolerante às principais doenças foliares.

Batatas Entre as cultivares de batata, quatro estarão disponíveis no Espaço Negócios: BRS Ana, BRS Clara, BRS Elisa e BRS Cristal. A BRS Ana é uma cultivar de batata com pele rosada e alto teor de matéria seca, adequada para processamento como palito pré-frito. Possui porte alto, ciclo tardio de 110 dias, tubérculo alongado, olhos rasos, película levemente áspera. Com relação às doenças, apresenta tolerância intermediária a requeima e pinta preta e é bem tolerante a stress hídrico.

Já a BRS Clara apresenta resistência à requeima, doença devastadora para a bataticultura mundial, que compromete grande parte da produção além de depreciar o produto e aumentar os custos de produção, com reflexos para os consumidores.

A BRS Elisa é uma cultivar de batata com cor amarela creme e película lisa e brilhante, tem baixo teor de matéria seca, adequada para consumo doméstico, como salada e cozida. Possui porte alto e vigoroso, ciclo tardio de 100 dias, tubérculo alongado e olhos rasos. Com relação às doenças, apresenta tolerância intermediária a requeima e pinta preta, é susceptível a canela preta e tem boa tolerância a degenerescência a viroses.

A BRS Cristal, assim como a BRS Ana e a BRS Elisa, apresenta resultados muito bons na redução do uso do agrotóxico, apresentando um alto potencial produtivo, semelhante à produtividade observada nas batatas comuns, além de uma ampla capacidade de se adaptar aos diferentes tipos de clima e solo encontrados no Brasil.

O Espaço Negócios apresentará ainda o sistema de Multiplicação de matrizes de Batata-Doce com alta sanidade das cultivares Beauregard, Brazlandia branca, Brazlandia rosa, Brazlandia roxa, Dacosta e Princesa.

Mais informações:

· Embrapa Transferência de Tecnologia Sede

Parque Estação Biológica PqEb

Av. W3 Norte (final), Ed. Sede, Térreo

CEP 70770-901 Brasília, DF

Telefone: (61) 3448-4570; Fax: (61) 3448-4511

E-mail: sac.snt@embrapa.br

Site: www.embrapa.br/snt

Informações sobre aquisição de produtos:

Milho e sorgo:

· Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia em Sete Lagoas
Rodovia MG-424, Km 65 Caixa Postal 151
CEP: 35701-970 Sete Lagoas, MG
Telefone: (31) 3027-1230
E-mail: enset.snt@embrapa.br

Feijão

· Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia em Goiânia
Rodovia BR-153, Km 4, Zona Rural, Caixa Postal 714
CEP 74001-970 Goiânia, GO
Telefone: (62) 3202-6000; Fax: (62) 3202-6020
E-mail: engyn.snt@embrapa.br

Soja

· Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia em Londrina

Rodovia Carlos João Strass Distrito de Warta Caixa Postal 231

CEP 86001-970 Londrina, PR

Telefone: (43) 3371-6300; Fax: (43) 3371-6120

E-mail: enldb.snt@embrapa.br

Forrageiras

· Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia em Passo Fundo

Rodovia BR-285, Km 174 Caixa Postal 451

CEP 99001-970 Passo Fundo, RS

Telefone: (54) 3311-3696; Fax (54) 3311-3666

E-mail: enpfb.snt@embrapa.br

Frutas

· Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia em Campinas
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CEP 13015-100 Campinas, SP
Telefone: (19) 3232-1955; Fax: (19)3232-1701
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Batatas

· Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia em Canoinhas

Rodovia BR-280, Km 219, Bairro Água Verde Caixa Postal 317

CEP 89460-000 Canoinhas, SC

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Embrapa Transferência de Tecnologia

Cebolas e tomates Topseed Premium ganham mercado na região Sul do país

fevereiro 3rd, 2011

Desde que a Agristar, empresa fabricantes das sementes Topseed Premium, inaugurou há um ano sua Estação Experimental na cidade de Ituporanga (SC), cebolas e tomates produzidos pela empresa ganharam visibilidade e mercado em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Graças aos constantes testes de campo que são realizados pela empresa, a qualidade dos produtos desenvolvidos para a região Sul evoluiu bastante. Antes da instalação da Estação Experimental na região, os produtos desenvolvidos não passavam por tantos testes em condições de clima e solo semelhante aos das propriedades do Sul do país. Hoje, os produtores já conseguem diferenciar as variedades que possuem melhor produtividade na região, fato que agrada os agricultores.

Segundo o Diretor de Desenvolvimento de Produtos da Agristar, Maurício Pellegrini Coutinho, o tomate Serato continua sendo o grande destaque da região, pois confirmou novamente seus bons resultados em regiões com baixa temperatura. A principal característica do Serato é a alta produtividade, que, aliada ao tamanho, peso e firmeza do fruto, resulta em uma variedade que atende as principais exigências do mercado nacional. “O Serato possui frutos graúdos, pesados e firmes, o que agrada muito os consumidores”, explica o Especialista em Solanáceas da Topseed Premium, Thiago Teodoro Alcântara.

Os resultados com a cebola Buccaneer, segundo Coutinho, foram confirmados. A variedade apresentou boa produtividade e qualidade quando cultivada nas condições climáticas da região Sul. No entanto, a surpresa ficou por conta da cebola Perfecta e dos primeiros resultados apresentados com a variedade chamada Soberana.

O Especialista em Bulbos da Topseed Premium, Heriton Felisbino, informou que a cebola Perfecta possui uma excelente adaptação tanto no semeio mais cedo quanto no mais tardio, apresentando boa produtividade, uniformidade e qualidade de bulbo. Segundo Felisbino, a Soberana foi a que melhor se adaptou durante o semeio “do cedo”, fechando o ciclo antes da Perfecta e com as mesmas qualidades de bulbo e uniformidade.

Fonte: Attuale Comunicação – (11) 4022-6824

Artigo – Agricultores, abram os olhos: não se dediquem apenas à etapa POBRE do agronegocio

fevereiro 3rd, 2011

Polan Lacki

Durante anos e décadas os produtores rurais estão assistindo, com passividade, fatalismos e até resignação, à reiteração das seguintes distorções que ocorrem nas cadeias agroalimentares:

a) sobem os preços dos insumos agrícolas e, conseqüentemente, os custos de produção das suas culturas, mas os preços que os agricultores recebem pela venda das suas colheitas não aumentam na mesma proporção; algo similar ocorre na produção pecuária;

b) quando as suas colheitas são abundantes, baixam os preços que os agricultores recebem pelos seus produtos, porém tal redução não necessariamente determina uma diminuição nos preços que os consumidores finais pagam nos supermercados;

c) os preços dos fertilizantes e pesticidas aumentam supostamente, porque subiu o preço do petróleo e o valor do dólar, mas quando estes dois últimos voltam aos seus níveis normais, os preços dos mencionados insumos agrícolas não diminuem;

d) baixam os preços que os intermediários lhes pagam pelo trigo, pela soja, pelo leite, pelo suíno vivo, mas eles nunca viram que os supermercados tenham baixado os preços da farinha de trigo e do pão, do azeite e da margarina, do queijo e do yogurt ou do presunto e das salsichas. Alguém está se apropriando destes lucros e esse alguém nunca é o produtor rural.

Como conseqüência destas desfavoráveis relações de intercâmbio, os agricultores se vêem obrigados a entregar uma crescente quantidade das suas colheitas, para poder adquirir uma mesma quantidade de insumos e de serviços. Nestas condições o poder de compra das suas “commodities” é cada vez menor. Aqui reside uma importantíssima causa do empobrecimento dos produtores rurais, que é necessário corrigir e que, felizmente, eles mesmos podem fazê-lo.

Os agricultores estão se defendendo, mas ainda lhes falta fazer… o mais importante

Para compensar a “erosão” da sua renda, causada por esta expropriação dos seus lucros, os agricultores estão aumentando a escala de produção, incrementando os rendimentos por unidade de terra e de animal e reduzindo os custos por quilo produzido. Isto significa que estão adotando várias medidas que deveriam incrementar a sua renda. No entanto, o premio por esta maior eficiência, em vez de beneficiar a quem realmente o merece (os produtores rurais), é absorvido pelos crescentes elos das cadeias agroalimentares. Isto acontece porque, desde que os insumos saem das fábricas, até que os alimentos cheguem às prateleiras dos supermercados, existem cada vez mais e mais intermediários: fabricantes de novos insumos, prestadores de novos serviços, processadores de matérias primas agrícolas, consultores de mercado e agentes de comercialização, empresas de publicidade, etc. Quase todos estes integrantes das cadeias agroalimentares, vivem das riquezas produzidas pelos agricultores. Como existem cada vez mais agentes intermediários “chupando” o sangue do produtor rural é evidente que ele fica economicamente cada vez mais “anêmico”.

Lamentavelmente, esta crescente expropriação já é tão familiar aos agricultores em suas relações de intercâmbio, que eles pensam que estão condenados a conviver com ela e que não podem fazer nada para eliminá-la. Nem sequer se dão conta que é exatamente este processo expropriatório a principal causa da falta de rentabilidade e do generalizado endividamento dos produtores rurais. Eles já caíram numa espécie de conformismo fatalista. As poucas vezes que protestam é para mendigar, sem êxito, que os comerciantes e industriais lhes ofereçam melhores preços, ou para reivindicar, também sem êxito, que os governos suavizem o seu empobrecimento concedendo-lhes créditos subsidiados, refinanciando e finalmente perdoando as suas dívidas.

E por que acontece tudo isto? Entre outras razões, porque os produtores rurais se encarregam apenas da etapa pobre e mais arriscada do agronegócio (produção) e delegam a terceiros a etapa rica (processamento e comercialização). Isto é, presenteiam ao setor agroindustrial, comercial e de serviços, a nata do agronegócio. Eles o fazem sem perceber que, antes do plantio, durante o ciclo produtivo e depois da colheita, existe uma excessiva e crescente quantidade de instituições e pessoas que lhes proporcionam serviços e produtos, alguns necessários e outros simples-mente prescindíveis ou substituíveis. Também não se dão conta de que alguns desses serviços e produtos que são realmente necessários, poderiam ser produzidos e/ou executados por eles mesmos, seja em forma individual ou grupal. Infelizmente os agricultores não o fazem, porque pensam que não são capazes de assumir como sua a execução de algumas das atividades da etapa rica do agronegócio. Se o fizessem se apropriariam de um percentual mais elevado e mais justo do preço final que os consumidores pagam pelos alimentos.

Um eficiente produtor de aves, suínos e leite deve ser, em primeiríssimo lugar, um muito eficiente produtor (não comprador) de forragens/alimentos para seus animais

O exemplo mais evidente desta excessiva e desnecessária dependência que os agricultores têm dos agroindustriais e comerciantes, é o caso das rações balanceadas. Na pecuária leiteira, em boa medida, tais rações poderiam ser suprimidas se os produtores de leite soubessem como cultivar pastagens de alto rendimento, se soubessem “colhê-las” racionalmente através de um correto pastoreio rotativo e se soubessem armazenar os excedentes para utilizá-los nos períodos de escassez. Muitos produtores rurais, além de dedicar-se à avicultura, à suinocultura e à pecuária de leite produzem, ou poderiam produzir, nas suas próprias terras ou em terras arrendadas, quase todos os ingredientes que coincidentemente as grandes empresas industriais utilizam na fabricação das rações (milho, sorgo, soja, alfafa, leucaena, gliricidia, mandioca, batata-doce, grãos de girassol e algodão, ramí, etc.). Infelizmente, em vez de produzir/fabricar eles mesmos as suas próprias rações, vendem estas matérias primas ao primeiro intermediário que aparece em suas propriedades, o qual, posteriormente, as vende para a indústria fabricante de rações. Esta indústria depois de processar as matérias primas, agregar-lhes os componentes do núcleo vitamínico-mineral e de empacotá-las em atrativas embalagens, as vende a um segundo intermediário que as transporta de volta, muitas vezes ao mesmo município do qual saíram tais commodities. Ao retornar ao município de origem, um terceiro intermediário vende as rações, em muitos casos, aos mesmos agricultores que produziram os ingredientes com os quais foram fabricadas as rações que agora regressam às suas propriedades de origem. Esta distorção é simplesmente inaceitável e é “corrigível/eliminável” pelos próprios produtores rurais.

Os agricultores estão pagando os altíssimos custos dos “passeios” das colheitas que vendem e das rações que compram

É quase redundante afirmar que neste longo trajeto, de ida e de volta, que em muitos casos é de centenas e até de milhares de quilômetros, de fato são os produtores rurais que estão pagando os fretes e pedágios, os impostos em cada uma das várias transações, os ganhos de todos estes intermediários, agroindustriais e comerciantes, a cara publicidade que os fabricantes de rações difundem através dos meios de comunicação e os generosos salários dos executivos das transnacionais que fabricam as rações. Em boa medida, estas despesas simplesmente poderiam ser evitadas/eliminadas, pois mais de 90% dos ingredientes das rações, nem sequer necessitariam sair das porteiras das propriedades nas quais foram produzidos. Tais ingredientes poderiam ir dos campos de colheita diretamente aos aviários, às pocilgas e aos estábulos, pertencentes aos mesmos agricultores que produziram estas matérias primas. Se adicionalmente considerarmos que o componente alimentação reponde por 80% do custo de produção na avicultura e na suinocultura e por 50% pecuária leiteira, fica muito claro o “porque” da falta de rentabilidade nestes três ramos da produção animal; o que não ganha cada produtor rural, ganham algumas dezenas de não produtores rurais. Reitero, esta irracionalidade deve e pode ser extirpada dos procedimentos dos agricultores.

Então, qual é a solução para diminuir esta “sangria”? Reduzir a dependência que os agricultores têm dos outros integrantes das cadeias; ou quando isto não for possível, torná-los menos vulneráveis à excessiva expropriação dos mencionados elos. Como fazê-lo? Organizando-se com propósitos empresariais de modo que eles mesmos, assumam de forma gradual, a execução de algumas atividades da etapa rica do agronegócio. Aliás é o que já estão fazendo com muito êxito, várias cooperativas especialmente no sul do Brasil; são cooperativas agrícolas que estão se transformando em cooperativas agroindustriais. Inclusive os agricultores que não pertencem a nenhuma cooperativa, poderiam organizar-se em pequenos grupos para produzir, eles mesmos, alguns insumos ou pelo menos adquiri-los de forma grupal. Estes grupos de agricultores poderiam constituir seus próprios serviços (de vacinação e inseminação artificial, de plantio, pulverização e colheita, de assistência agronômica e veterinária, etc.). Também poderiam realizar em conjunto os investimentos de maior custo, efetuar a pré-industrialização/processamento inicial e comercializar os seus excedentes com menor intermediação, etc. A propósito, sugere-se ler o livro “Desenvolvimento agropecuário: da dependência ao protagonismo do agricultor” que está disponível na nova Página Web:
- http://www.polanlacki.com.br/agrobr
(especialmente os capítulos 5 e 11). Lá estão descritas várias medidas, de fácil adoção e baixo custo, porém altamente eficazes, para incrementar a renda dos agricultores.
E para concluir:

1) Uma reflexão em forma de pergunta: Por que nenhum fabricante de insumos, comprador de commodities agrícolas, agroindustrial ou intermediário, se dedica à etapa de produção agrícola e pecuária propriamente dita? A resposta é óbvia e elementar: porque é muito mais rentável, mais cômodo y menos arriscado dedicar-se à etapa rica do agronegócio; todos os integrantes das cadeias agroalimentares já se convenceram desta verdade, menos os agricultores

2) Uma advertência: Embora seja importante, não é suficiente que os produtores rurais se integrem às cadeias agroalimentares. Eles devem ter como objetivos de curto, médio e/ou longo prazo, o propósito de tornarem-se os “donos” de alguns dos elos das referidas cadeias, como por exemplo: fabricar as suas próprias rações, comprar insumos, comercializar as colheitas em conjunto, incorporar-lhes valor e até exportar em conjunto.

3) Uma sugestão aos produtores rurais que se dedicam apenas à etapa pobre do agronegócio e que executam todas as suas atividades em forma individual (comprar insumos, fazer investimentos de alto custo e comercializar os seus excedentes): abram os olhos antes que seja muito tarde. Críticas e contribuições ao artigo serão bem-vindas através dos e-mails:
- Polan.Lacki@uol.com.br
- Polan.Lacki@onda.com.br

Por: Polan Lacki

New Holland leva tradição e tecnologia ao Show Rural Coopavel

fevereiro 3rd, 2011

A New Holland desembarca em Cascavel, oeste do Paraná, para a Show Rural 2011, que acontece de 7 a 11 de fevereiro. A marca comemora 35 anos da instalação da fábrica em Curitiba, capital do estado, apresentando soluções para os novos desafios da agricultura. Durante a 23ª edição do evento, que começou em 1989 com o primeiro Dia de Campo da Coopavel, a New Holland expõe a sua completa linha de máquinas. Atendendo os mais diversos setores do agronegócio, a marca reafirma o compromisso com o Paraná e com o homem do campo.

Desenvolver e adaptar os equipamentos às características da atual necessidade da produção agrícola é um compromisso para a New Holland, conforme afirma Francesco Pallaro, vice-presidente da marca na América Latina. Quando escolhemos o Paraná para instalar a fábrica no País, em 1975, entendemos a posição estratégica do Estado neste setor. Agora nós desenvolvemos e fabricamos aqui os equipamentos que trabalham nos campos de todo o Brasil e de outros oitenta países, para os quais exportamos.

Pallaro ressalta a importância do Paraná no cenário agrícola nacional, destacando a representatividade econômica da Show Rural. Os produtores investem em tecnologia de ponta para aumentar a produtividade, enfrentando os desafios impostos pela demanda de mercado. A Show Rural é uma grande oportunidade para apresentar as novas soluções para esta tarefa e, como é a feira que abre o circuito anual do agronegócio, serve como termômetro de mercado, diz ele, ressaltando que o período gera investimentos dos produtores do Sul em colheitadeiras de grãos, para a safra de verão, e em tratores.

Além da planta da New Holland no Brasil estar localizada no Paraná a unidade é a maior do grupo fora dos Estados Unidos e da Europa, e a única no mundo que produz tratores, colheitadeiras e componentes num mesmo sitio -, os produtores contam com 22 concessionárias distribuídas nas microrregiões agrícolas do Estado. Esta cobertura permite que a relação com cada cliente seja diferenciada, possibilitando sempre o melhor produto e contribuindo para o enriquecimento da agricultura paranaense, afirma Pallaro.

Os tratores e colheitadeiras New Holland que se destacam nos programas de governo são uma atração à parte para os produtores que visitarem a feira buscando boas oportunidades de negociação. Estamos em um cenário que permite o investimento do produtor rural em tecnologia, o que está levando o Brasil a atingir novos recordes de produção. As facilidades de financiamento proporcionado pelo governo federal no ano passado, por exemplo, contribuiu para que o mercado de máquinas agrícolas batesse o recorde de 1976. Como naquele ano as condições eram outras e as máquinas eram de menor potência, podemos concluir que alcançamos o maior nível da história, analisa o vice-presidente.

Para atender à demanda dos produtores de grãos, a New Holland destaca a colheitadeira de duplo rotor CR9060. A máquina, que passou a ser produzida no Brasil ano passado, tem maior capacidade de debulha, o que possibilita maior limpeza e aproveitamento dos grãos, mesmo em condições adversas. Pallaro explica: Somos os pioneiros no desenvolvimento do sistema de duplo rotor e entendemos que a CR9060 atende as novas necessidades dos produtores. Pela tecnologia aplicada, esta máquina se destaca nos campos pela qualidade do material colhido.

A nacionalização do equipamento permite a facilidade de compra, possibilitando financiamento através do Finame PSI, que opera com taxa de juros de 5,5% ao ano até março. A fabricação nacional da CR9060 também completou a linha de colheitadeiras oferecidas pela New Holland, que desenvolveu aqui a CS660 Super Flow, que agora tem uma versão especial para a colheita de arroz irrigado, e fabrica em Curitiba a reconhecida linha TC, com os modelos TC5070 que faz parte do Mais Alimentos – e TC5090.

Outro destaque da Show Rural é a linha de tratores TL Exitus, que este ano ganha a versão com cabine. A linha TL Exitus – composta pelos modelos TL60E, de 65 cv, TL75E, de 78 cv, TL85E, de 88 cv, e TL95E, de 103 cv – é uma das mais vendidas no Brasil. A versão cabinada garante ainda mais conforto e segurança aos tratores que internacionalmente são reconhecidos por sua versatilidade ao baixo custo.

Assessoria de imprensa New Holland – (41) 3018-3377

Embrapa lança duas cultivares de soja no Show Rural

fevereiro 3rd, 2011

A Embrapa Soja apresenta uma coleção de nove cultivares de soja, sendo dois lançamentos, durante o Show Rural Coopavel, que será realizado entre 7 e 11 de fevereiro, em Cascavel, PR. As cultivares são indicados para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e região sul de Mato Grosso do Sul.

Uma das cultivares da Embrapa que está sendo lançada é a cultivar BRS 316 RR, que tem como característica a tolerância a herbicidas à base de glifosato. Esta cultivar apresenta crescimento determinado e tem o ciclo precoce, sendo sua maturação média de 120 dias. Além disso, a BRS 316 RR possui resistência a algumas das principais doenças da soja (o cancro da haste, à mancha “olho-de-rã”, à pústula bacteriana, à podridão radicular de fitóftora, à podridão parda da haste e ao mosaico comum). Este lançamento também é moderadamente tolerante ao vírus da necrose da haste e resistente ao nematóide Meloidogyne javanica e moderamente resistente ao Meloidogyne incognita.

Outro lançamento da Embrapa é a BRS 317, cultivar de soja convencional que tem como diferencial o alto potencial produtivo. A cultivar possui crescimento determinado e é de ciclo semiprecoce, com maturação média de 125 dias. Esta cultivar também apresenta resistência a doenças importantes que afetam a soja como o cancro da haste, a mancha “olho-de-rã”, a pústula bacteriana e o mosaico comum. A BRS 317 é moderadamente resistente à podridão parda da haste e ao oídio, sendo resistente ao nematóide Meloidogyne incognita.

A Embrapa apresenta durante o Show Rural Coopavel seis cultivares de soja convencionais: BRS 184, BRS 232, BRS 282, BRS 283, BRS 284 e BRS 317 e três transgênicas (com tolerância ao herbicida glifosato): BRS 294RR, BRS 295RR e BRS 316RR. A pesquisadora Divania de Lima destaca a necessidade de rotacionar semente de soja convencional com semente transgênica, ao longo dos anos. Essa prática é importante para evitar que o uso continuado de soja transgênica favoreça a resistência de plantas daninhas ao glifosato, diz.

Embrapa Soja

Coopercentral Aurora anuncia os números de 2010: R$ 3,1 bi

fevereiro 3rd, 2011

Um ano de recuperação. Assim pode ser definido o desempenho da Coopercentral Aurora (Aurora Alimentos) em 2010, cujos resultados foram apresentados à imprensa nesta quinta-feira (3), pela manhã, em entrevista coletiva, no Hotel Lang, em Chapecó. A empresa obteve uma receita operacional bruta de R$ 3,1 bilhões, com incremento de 13% em relação a 2009 e um resultado líquido positivo (sobras, no jargão do cooperativismo) de R$ 172,5 milhões. De um exercício para outro, a Aurora pulou de um resultado negativo de 5,93%, em 2009, para um expressivo resultado positivo de 6,14%, em 2010, sobre a receita líquida.

Ao expor esses resultados, os diretores Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice-presidente) e Marcos Zordan (diretor de agropecuária) enfatizaram que, para atingir esses resultados, foram implementadas ações, como a reestruturação de áreas de atuação do mercado interno com ênfase na região sul e o fortalecimento de políticas comerciais. Convergiram para esses esforços o rigoroso controle do planejamento comercial, alinhado ao processo de atendimento logístico operacional eficaz e uma produção de qualidade, referenciada no mix com mais de 700 produtos alimentícios.

Assistimos a uma lenta recuperação da economia mundial, ainda abalada pelos efeitos da crise financeira 2008/2009, observou Lanznaster, assinalando que a valorização do real e o aumento dos custos de produção impactaram negativamente a concorrência internacional, porém não foram suficientes para comprometer os resultados das exportações brasileiras.

O presidente enfatizou que o mercado interno teve importância fundamental na composição dos resultados da Coopercentral Aurora, sustentado pela forte expansão do PIB, maior oferta de crédito, maior taxa de emprego e melhor distribuição de renda. A classe média brasileira aumentou e, com ela, o consumo interno. Esse fenômeno, aliado a um conjunto de ações de otimização dos recursos existentes para investimento, maximização de receitas e rígido controle de custos e despesas, permitiu a Aurora concretizar os resultados de 2010.

Confirmando sua vocação para atender o consumo doméstico, as vendas no mercado interno contribuíram com 85,37% da receita total e atingiram R$ 2 bilhões 679 milhões, com uma evolução de 12% em relação ao ano anterior. As vendas de carnes suínas representaram R$ 1 bilhão 675 milhões; de carnes de aves R$ 579 milhões; de lácteos R$ 237 milhões; de rações suínas R$ 35,7 milhões; de massas R$ 27,6 milhões e de reprodutores, R$ 12,4 milhões; além de outros produtos, como rações de aves, pintos, ovos, matrizes e derivados vegetais etc.

As vendas no mercado externo corresponderam a 14,63% da receita global e totalizaram R$ 459 milhões, registrando expansão de 19,2%. As vendas de carnes suínas ao exterior representaram R$ 210 milhões e, de carne de aves, R$ 249 milhões.

A Coopercentral manteve a posição de uma das maiores abatedoras de suínos do país. As sete plantas de processamento de suínos localizadas nos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul totalizaram 3 milhões 331 mil cabeças abatidas, com aumento de 1,4% em relação a 2009. A produção de carnes suínas in natura cresceu 3,8% e atingiu 302,8 mil toneladas, enquanto a industrialização aumentou 3,4% e chegou a 260,3 mil toneladas.

O abate de aves foi incrementado em 5,44% e totalizou 109,8 milhões de frangos abatidos nas cinco plantas instaladas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O processamento dessa gigantesca matéria-prima resultou em 222 mil toneladas de carne de aves in natura (+8,3%) e 39,5 mil toneladas de carnes industrializadas (+0,5%), incluindo embutidos, empanados, fatiados, hambúrgueres etc.

A Coopercentral Aurora aumentou em 22,7% o volume de leite recebido em 2010 para processamento.Onze cooperativas agropecuárias entregaram 302,2 milhões de litros que foram transformados em 110,4 mil toneladas de produtos industrializados leite longa vida, queijos, bebidas lácteas, leite em pó, creme de leite etc.

Outro segmento com crescimento firme é o de massas. A produção de pizzas, pão de queijo e lasanhas cresceu 15,1% em relação a 2009, passando para 3.128 toneladas. Na área de nutrição animal, a produção de rações, núcleos e concentrados permaneceu estável em 830,3 mil toneladas. Com a inauguração da linha de hambúrgueres da unidade de São Gabriel do Oeste (MS), a Aurora triplicou a produção própria de industrializados de carnes bovinas, saindo de 2,3 mil toneladas em 2009, para 7,2 mil toneladas em 2010, totalizando entre produção própria e parceria 15,6 mil toneladas, um incremento na ordem de 107%, se comparado a 2009.
CONHEÇA A AURORA

A Coopercentral Aurora é um conglomerado agroindustrial sediado em Chapecó (SC) que pertence a 15 cooperativas agropecuárias, sustenta 13.762 empregos diretos e tem uma capacidade de abate de 14 mil suínos/dia, 600 mil aves/dia e um processamento de 1,6 milhão de litros de leite/dia. Mantém, no campo, planteis permanentes de 680 mil suínos e 17 milhões de frangos. Possui sete unidades industriais para processamento de suínos, cinco plantas para processamento de aves, quatro fábricas de rações, uma indústria de lácteos, dez unidades de ativos biológicos (granjas de reprodutores suínos e matrizes de aves, incubatórios e silos), oito unidades comerciais e 100 mil pontos de vendas no país.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional – (49) 3323-4244

Simpósio sobre Glyphosate recebe trabalhos científicos

fevereiro 3rd, 2011

Em sua terceira edição, evento contará com vários palestrantes internacionais e terá como tema Uso Sustentável.

A Comissão Científica do III Simpósio Internacional sobre Glyphosate, realizado de 30 de maio a 2 de junho, na Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, em Botucatu, está recebendo trabalhos científicos.

O prazo final para o envio é o dia 27 de fevereiro. Serão aceitos até cinco trabalhos científicos por autor principal, realizados com o herbicida glyphosate nos seguintes temas: culturas resistentes, efeitos de baixas doses, mistura de herbicidas, absorção e translocação, modo de ação, manejo integrado de plantas daninhas, resistência de plantas daninhas, tecnologia de aplicação, toxicologia e dinâmica ambiental e áreas não agrícolas.

Em sua terceira edição, o evento terá como tema Uso Sustentável. Nosso objetivo é ampliar as discussões sobre aspectos relacionados ao diagnóstico e manejo da resistência de plantas daninhas e a evolução e manejo da área plantada com culturas transgênicas no cenário nacional e internacional, sem perder de vista a preocupação com a saúde do produtor, do consumidor e a integridade do meio ambiente, explica o professor Edivaldo Domingues Velini, diretor da FCA e presidente da Comissão Organizadora do evento.

O Simpósio terá a participação de palestrantes internacionais como os pesquisadores Stephen Duke e Autar Mattoo, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos; do professor Thomas Mueller, da Universidade do Tennessee; Douglas Sammons e Donna Farmer, da Monsanto e Keith Solomon, da Universidade de Guelph/ Canadá.

Dentre os palestrantes brasileiros estão pesquisadores ligados a instituições como Embrapa, Esalq/USP, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além de professores da própria Unesp.

Mais informações, inscrições, programação e envio de trabalhos pelo site: www.glyphosate.com.br .

Fonte: Unesp-Fepaf/(14) 3882-6300

Animais precisam de documento para viajar

fevereiro 3rd, 2011

Fiscais do Ministério da Agricultura verificam se os passageiros estão com o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) e a autorização de importação

Furões, porcos da índia, coelhos, tartarugas, papagaios e peixes são alguns dos animais que os técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fiscalizam antes de ingressarem no país. A ação contribui para que não haja disseminação de doenças no Brasil que podem comprometer a agropecuária brasileira, como brucelose, tuberculose e febre aftosa.

Para a entrada de cães e gatos no país, é necessário apresentar o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI). No caso dos outros animais, além desse documento, o passageiro precisa da autorização de importação. O pedido deve ser feito à Superintendência Federal de Agricultura no estado de destino do animal ou ao Departamento de Saúde Animal, em Brasília, antes do embarque.

Em 2010, transitaram 13.281 cães e gatos nos três principais aeroportos do país: Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Juscelino Kubitschek (DF). Desses, 9.357 em São Paulo, 3.469 no Rio de Janeiro, e 455 em Brasília. A maioria dos problemas está relacionada à falta do certificado, mas o percentual de irregularidades é pequeno, explica a fiscal federal do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Mirela Eidt. No aeroporto em Guarulhos, foram 31 ocorrências, em 2010, no Galeão 17 e, em Brasília, não ocorreu nenhuma notificação.

Quando os animais não possuem o CZI, retornam ao país de origem. Nos casos de inconsistências nas informações, poderá ser concedido um prazo para o proprietário corrigi-las, após avaliação do serviço veterinário oficial do Ministério da Agricultura, explica Marcos Valadão, coordenador-geral do Vigiagro em Brasília.

Para o passageiro sair do Brasil com o seu animal é necessário consultar os requisitos zoossanitários exigidos pelo país de destino e depois verificar com o ministério se o Brasil tem condições de atendê-los. O Ministério da Agricultura possui 18 modelos de Certificados Zoossanitários Internacionais. As normas foram acordadas com os países da África do Sul, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Hong Kong, Índia, Japão, Mercosul, México, Noruega, Nova Zelândia, Omã, Suíça, Taiwan, União Europeia e Venezuela. O Japão e os países da União Europeia exigem, alem do CZI, que os animais estejam com um chip de identificação, que traz informações como idade, raça, sexo e nome do proprietário.

Animal retido

Em janeiro deste ano, um porco da índia que vinha dos Estados Unidos foi retido quando desembarcou no aeroporto de Guarulhos. O animal estava com o CZI, mas o documento não atendia as exigências sanitárias do Brasil. O certificado não comprovava que o porco tinha vindo de região livre da doença tularemia, que não tinha tido contato, nos últimos 15 dias, com animais da mesma espécie e que estava livre de parasitas, esclarece o chefe-substituto do Serviço de Vigilância Agropecuária em Guarulhos, Salomão Gomes Martins.

Depois de três dias alojado no posto do Vigiagro em São Paulo, o animal foi liberado, após seu proprietário ter atendido a todas as exigências brasileiras e um veterinário do serviço oficial ter feito a análise clínica.

Saiba Mais

O Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) é o documento emitido ou chancelado pelo Serviço Veterinário Oficial do país de origem ou de procedência dos animais. Tem como objetivo garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional.

No Brasil, o CZI deve ser emitido por fiscal federal agropecuário, com formação em medicina veterinária e pertencente ao Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Para solicitar o documento, é recomendável levar o animal e os documentos. O proprietário será o responsável pela fidelidade das informações, que serão fiscalizadas no ponto de ingresso dos animais.

O certificado é expedido nos aeroportos, nos casos de transporte aéreo, na fronteira, para o trânsito internacional terrestre, e no porto marítimo ou fluvial, para o transporte marítimo. O documento é gratuito e feito na hora. Excepcionalmente, devido à grande demanda em algumas unidades, a entrega poderá demorar até 48 horas, desde que todos os requisitos tenham sido atendidos.

Tularemia – Doença causada pela bactéria Francisella tularensis. Ataca, principalmente, animais roedores, pode infectar também pássaros, répteis e peixes. É transmitida aos humanos por meio de mordidas de inseto e exposição direta a um animal infectado. A doença atinge a pele, os olhos e o pulmão.

Para conferir as perguntas mais frequentes sobre transporte de animais acesse o endereço eletrônico www.agricultura.gov.br e clique no banner cães e gatos. (Kelly Beltrão)